Em 2018 não quero saber de “ismos”. Quero liberdade!!!
Liberdade e Estado / 16/05/2018

Cada vez mais percebemos no Brasil uma defesa grande em relação aos “ismos”: comunismo, socialismo, liberalismo, objetivismo, coletivismo, individualismo. Hoje é mais importante defender a sua ideologia a qualquer custo e sem nenhuma relação com a realidade. Percebemos que a maioria dos adeptos de ideologias tendem a pensar num Brasil perfeito sobre os aspectos sociais, econômicos e político. Ou seja: um homem perfeito, uma verdadeira utopia. E adotar uma determinada utopia como guia é natural e atraente. Mas infelizmente o resultado final é sempre negativa. E esse tipo de pensamento está nos atrapalhando no caminho realista para avançarmos neste ano eleitoral. Mas antes de entrar no cerne da questão vamos levantar os “ismos” com mais “súditos” no país: I – Socialismo: consiste em uma teoria, utopia, doutrina ou prática social que propõe a apropriação pública dos meios de produção e a supressão das diferenças entre as classes sociais. Esta ideologia sugere uma reforma gradual da sociedade. Já o socialismo científico, também conhecido como marxismo, tem como uma das suas premissas a compreensão das origens do capitalismo, e o fim desse sistema. No final do século XIX, todos os partidos socialistas tinham como objetivo a luta por uma sociedade sem classes…

Bolsonaro e os Liberais
Liberdade e Estado / 13/12/2017

Estamos vivenciando um momento atípico em relação a nossa situação política. Muito tem se falado que as eleições de 2018 podem levar o país a uma guinada, fruto da descrença da população em relação a velha política e na possibilidade do deputado Jair Bolsonaro ser o pivô da mudança. Está situação tem causado um grande debate entre os liberais pois não existe um candidato realmente dito como liberal com condições de vitória e o Bolsonaro como o principal nome da “direita”.  Então cria a seguinte reflexão: os liberais devem apoiar ou não o Jair Bolsonaro na disputa de 2018? Sendo assim, é possível afirmar que mesmo em declarações recentes, as falas do deputado ainda são opiniões genéricas. E se por um lado o pré-candidato Bolsonaro defende o livre de mercado, o deputado federal age diferente. Por exemplo: se absteve de votar no Projeto de Lei da Terceirização (PL 4330/04). Tal postura tem levado muitos liberais a se posicionarem contra a eleição de Bolsonaro. Fica claro o confuso posicionamento “nacional desenvolvimentismo liberalista” de Jair Bolsonaro, no qual demonstra alguma simpatia por ideias de mercado enquanto apoia outras restrições, como a reserva de mercado de recursos como Nióbio. Já em relação aos…

Ideologia de Gênero e o gênero da ideologia
Liberdade / 26/10/2017

A “ideologia de gênero” é uma expressão comumente adotada para expressar que os gêneros são construções sociais e não apenas biológica e que por isso pode ser livremente escolhido pelo indivíduo. Em outras palavras, representaria o conceito que sustenta a identidade de gênero. Consiste na ideia de que os seres humanos nascem “iguais”, sendo a definição do “masculino” e do “feminino” um produto histórico-cultural desenvolvido tacitamente pela sociedade. Deste modo, a “ideologia de gênero” identifica gênero como a projeção de tudo aquilo o que a sociedade e a cultura esperam que seja típico do comportamento masculino e feminino, por exemplo. E, neste caso, estes comportamentos não precisam estar obrigatoriamente ligados ao sexo atribuído. Qual a base desta ideologia? A ideologia de gênero pode ter a sua concepção inicial espelhada nos ideais de Karl Marx e Friedrich Engels, isto é, na submissão da mulher ao homem através da família, e na própria instituição familiar, Marx e Engels entenderam esta ser a gêneses de todos os sistemas de opressão que se desenvolveriam em seguida. Se essa submissão fosse consequência da biologia humana, não haveria nada que fosse possível fazer. No livro “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, os…

Ayn Rand: Objetivismo, razão e Fé
Liberdade / 06/10/2017

Este artigo tem como objetivo fazer uma reflexão entre a filosofia Objetivista e o Cristianismo. Mesmo sabendo que a “fundadora” desta filosofia era ateia e acreditava que razão deveria sempre se sobressair em relação a fé religiosa, iremos abortar pontos que podem evidenciar a ignorância e preconceitos de vários “objetivistas” em relação a Bíblia. As três principais divergências da Religião e o Objetivismo, segundo os “objetivistas” a) Objetivismo defende a primazia da Existência e diz que as coisas são o que são e o que desejarem não vai mudar isso. Já a religião significa o primado da consciência e diz que as coisas são o que Deus quer que elas sejam. Aqui é um ponto interessante, pois devemos além de considerar a primazia da existência devemos avaliar o propósito do mesmo ou se tudo existe por um “golpe de sorte”. E se não existe um proposito determinado para as coisas elas podem em algum momento em outro “golpe de sorte” serem totalmente transformadas, ao simples capricho da sorte. b) Objetivismo diz que você só pode conhecer as coisas pela lógica lidando com as evidências de seus sentidos. A religião diz que você só pode saber o que Deus diz a…

A linha tênue entre o boicote e a liberdade
Liberdade / 18/09/2017

A questão envolvendo o boicote liderado pelo MBL (Movimento Brasil Livre) contra a exposição patrocinada pelo Santander Cultural em Porto Alegre, foi uma situação de grande reflexão em relação ao nosso posicionamento como liberais (defensores da liberdade) e como cristãos (discípulos do Nosso Senhor Jesus Cristo). E para muitos, pelo que li em artigos de jornais/revistas ou nas redes sociais, aconteceu uma verdadeira “equação impossível” pois foi avaliado e pesado por muitos, qual era o peso do seu lado liberal versus seu lado cristão. Sem querer ser dono da verdade, o objetivo deste artigo é me posicionar como cristão e liberal em relação ao boicote a exposição Queermuseu. Posição liberal Gostaria de iniciar meu posicionamento liberal defendendo o direito ao boicote. Como já defendido por Rothbard: “Um boicote pode muito bem reduzir os clientes de uma empresa e, portanto, reduzir seus valores da propriedade, mas esse ato ainda é um exercício perfeitamente legítimo de liberdade de expressão e direitos de propriedade. Desejarmos que um boicote específico seja benéfico ou maléfico depende de nossos valores morais e de nossas atitudes em relação ao objetivo ou atividade concreta. Mas um boicote é legítimo por si só. Se um boicote for considerado moralmente…

Parem de destruir o Transporte Público Coletivo
Liberdade e Transporte / 17/08/2017

A crise pela qual o Sistema de Transporte Público Coletivo tem explicitado a instabilidade do modelo atual, que financiado majoritariamente pela tarifa calculada de forma política e com um planejamento central que não reflete a real necessidade dos usuários. As manifestações de 2013 (conhecidas pelo slogan “não é pelos 20 centavos”) levaram a uma maior intervenção estatal no sistema e na maioria das capitais o preço da tarifa foi congelado, gerando assim uma grande insustentabilidade ao setor. Sendo assim, as causas das crises são as mesmas: i) sucateamento dos serviços devido o desequilíbrio econômico fruto do congelamento compulsório das tarifas; ii) falta de competitividade do setor frente aos demais modais de deslocamento (bicicleta, automóvel próprio, transporte “pirata”, aplicativos como o UBER, etc.); iii) falta de autonomia dos agentes privados para usarem estratégias de mercado para oferecer um serviço mais adequado ao seu mercado; iv) uso político do serviço de transporte coletivo, nas três esferas do poder: executivo, legislativo e judiciário; e v) a crise econômica do país. No entanto, a sociedade ao invés de lutar contra o cerne do problema que é a maior intervenção do estado no serviço de transporte público, fica simplesmente criticando os empresários com a falsa…

As falhas de mercado. Uma falácia?
Liberdade e Estado / 10/08/2017

O Mainstream econômico defende o seguinte pensamento que diversas são as condições que fazem com que o mercado se afaste do critério do princípio de Pareto. O conceito de ótimo ou eficiência, desenvolvido pelo economista Vilfredo Pareto (1848-1923), refere-se a situações econômicas em que não é possível melhorar o bem-estar de um agente sem causar prejuízos a pelo menos um dos demais agentes. Em geral, essas situações, também denominadas limitações ou falhas de mercado, decorrem da existência de quatro razões básicas: poder de mercado ou competição imperfeita, assimetria de informações, externalidades e bens públicos. E quem é o responsável por criar essas “falhas”? O mercado perverso? Os tubarões do mercado? Do outro lado a visão da Escola Austríaca defende o Livre Mercado, isto é, sem nenhuma regulação nem barreiras legais à entrada, uma empresa só cresce se, e somente se, satisfizer os consumidores de uma maneira mais eficiente do que as empresas concorrentes e para isso, o ente econômico deve estar sempre monitorar as necessidades dos clientes. Logo, se há uma satisfação geral, o mercado por si só não cria as malfadadas falhas de mercado. Definição de Falhas de Mercado – segundo o Mainstream Segundo o Mainstream, as falhas de mercado…

Liberdade antes que tardia
Liberdade e Estado / 31/07/2017

Após uma boa conversa no Facebook sobre “direita liberal” na qual defendi a tese que não existe uma direita liberal (pois tenho como crença que para ser liberal de fato não deveria existir Estado e que no próprio termo “direita” já está incluso a necessidade de existir um ente estatal) percebi que existem de fato poucos liberais no Brasil, e destes a maioria estão firmados na Liberalismo Clássico. E com isso fiquei bastante reflexivo em relação as ideias da liberdade em solo tupiniquim. Coincidentemente na página do Mises Institute estava com um post “For New Libertarian”, escrito pelo próprio presidente do instituto o Senhor Jeff Deist e que se mostrou bastante aderente com a minha recente preocupação em relação a falta de relevância do discurso pró liberdade no cenário político. O texto utiliza sabiamente o pensamento de Murray Rothbard : “O libertarianismo é uma filosofia que busca uma política.” E se indaga se atualmente o correto não seria afirmar que “o libertarianismo é uma filosofia que busca melhores libertários”. Esta crítica é em decorrência da supervalorização da força advinda da “revolução digital” e da globalização. Mas se esquecem do fato que estas mesmas forças podem também serem apropriadas pelo Estado….

Aumento do PIS/COFINS nos combustíveis e o transporte público: O que vê e o que não se vê
Liberdade e Transporte / 27/07/2017

Logo após o aumento do PIS/COFINS do óleo diesel, de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 nas refinarias uma grande discussão foi levantada no país em relação ao impacto nas tarifas do transporte público, e para o senso comum um aumento nas tarifas seria um absurdo pois os lucros das operadoras seriam suficientes para financiar este aumento. Entretanto este pensamento simplista é uma falácia como explicou o economista francês Frédéric Bastiat, ainda no Sec. XIX, que, para que possamos realmente entender as consequências de uma política, temos de considerar tanto  “aquilo que é visto como aquilo que não é visto”: Já Henry Hazlitt, discípulo intelectual de Bastiat, identificou a: “persistente tendência de os homens verem apenas os efeitos imediatos de uma dada política, ou apenas seus efeitos sobre um determinado grupo de indivíduos, e negligenciarem quais serão os efeitos de longo prazo daquela mesma política” Sendo assim uma ação não gera somente um efeito, mas uma série de efeitos.  Dentre esses, só o primeiro efeito é facilmente percebido.  Os demais só aparecem depois e não são visíveis facilmente. Como o caso do aumento PIS/COFINS do Óleo Diesel, neste caso é fácil enxergar o aumento do combustível nas bombas, mas não é…

O fim do UBER no Brasil está próximo
Liberdade e Transporte / 10/07/2017

Nos últimos dois anos a principal discussão acerca da mobilidade foi centrada na plataforma tecnológica do UBER que tinha como objetivo conectar pessoas com interesse de se deslocarem com outro grupo de pessoas com disponibilidade para atender estas necessidades. Ideia simples e brilhante, mas que no Brasil enfrenta várias barreiras, dentre elas podemos destacar: Temos uma das economias mais rígidas do planeta baseada em concessões e agências reguladoras. Sendo assim, tudo precisa do “carimbo oficial” para poder funcionar. A nossa sociedade crê que realmente precisamos da intervenção do Estado para nos proteger. Pois, isto nos tira a responsabilidade e no Estado encontramos o álibi perfeito. E o Estado por sua vez usa a sua própria ineficiência que gera o aumento da injustiça e impunidade, para dar a sensação que precisamos de fiscalização constante por meio dos nefastos: blocos de multas e alvarás. Acreditamos que o mercado precisa ser tutelado, pois por ser selvagem e que pensa somente nos seus interesses. Precisamos do Estado para exercer a nossa cidadania. Comisso, para o Estado, com exceção dos amigos do rei, somos todos criminosos, sonegadores, fraudadores. Por isso, muitos no Brasil acreditam que ideias como o UBER devam ser proibidas. Pois para o…