O infarto de Goiânia
Liberdade e Transporte / 03/05/2017

O infarto, segundo a Wikipédia, é a consequência máxima da falta de oxigenação de um órgão ou parte dele. Sabendo que a nossa sociedade atual foi moldada pelo automóvel, o que contribuiu para o aumento dos congestionamentos provocando a falta de oxigenação do nosso sistema viário e por consequência o infarto da nossa Goiânia. A sociedade do automóvel provoca distorções no sistema de transporte. Sendo a maior distorção o fato de nunca haver capacidade viária suficiente para acomodar o tráfego, provocando assim, uma enorme e contínua pressão exercida sobre o sistema viário, principalmente em horários de pico, refletido na baixa das velocidades médias de circulação. Em estudos resentes, feitos pelo Consórcio RMTC, sobre as velocidades na malha viária da Região Metropolitana de Goiânia, na qual foram comparados os valores da velocidade média nos anos de 2008 e 2016, pode-se observar que a velocidade no pico manhã no sentido mais carregado (bairro – centro) teve uma redução na velocidade média de 27%, saindo de 24 km/h para 17,6 km/h. No pico tarde a redução foi menor, de 12%, mas a velocidade média atinge um baixíssimo valor de 15,6 km/h no sentido centro-bairro. Para se ter um parâmetro a velocidade dos ônibus…