Dilema do voto útil
Liberdade e Estado / 08/09/2018

Tenho recebido inúmeros pedidos para não votar no João Amoedo pois assim eu estaria elegendo a Marina ou o Ciro. Tal dedução surgiu devido ao fato do Bolsonaro ser derrotado no segundo turno das eleições pelos candidatos supracitados. Isto porém não tem lógica, uma vez que para vencer no primeiro turno o candidato do PSL precisa de mais de 50% dos votos válidos, ou seja, a mesma quantidade de votos para ser eleito presidente em segundo turno. Então meus amigos: no primeiro turno o nosso voto tem que ser ideológico e no segundo o voto útil. Nós defensores da liberdade temos que mostrar o nosso tamanho no primeiro turno. A onda laranja irá surpreender Voto 30 e você?

Se posicione, mas com moderação

Não é errado participar de manifestações políticas. Errado é deixar de ir ao culto por causa delas. Não é errado receber um candidato em sua casa. Errado é receber na igreja para pedir voto. Não é errado discutir propostas com quem quer se seja. Errado é discutir com os irmãos por causa de política. Não é errado ouvir a todos para depois escolher quem achar melhor preparado. Errado é deixar de ouvir a Deus para ouvir os homens. Não é errado apoiar e defender seus candidatos. Errado é trata-los como Deus e achar que eles são a solução para seus problemas… Por Neto Curvina

Por que votarei em Bolsonaro (pelo menos até agora)
Liberdade e Estado / 19/08/2018

Por Neto Curvina Os eleitores de Bolsonaro são acusados com frequência de fanatismo, superficialidade e radicalismo por sua escolha. Ora, essas coisas existem em todos os lados. Ou existe coisa mais fanática, radical e superficial que o comunismo? Entretanto, toda generalização é um equívoco e não deve ser levada a sério, porque é uma construção irresponsável. É como dizer que de noite todos os gatos são pardos. E isso não é verdade. Vou enumerar, por ordem de importância, somente cinco pontos que me levam a votar no candidato do PSL. Esses pontos nasceram na MINHA visão de mundo. Que visão é essa? Cristã, conservadora, tradicional. Sua visão pode ser diferente, mas isso não é problema meu, é seu. Faça o que quiser com ela, mas pelo menos fundamente-a. É o mínimo que se pode fazer para não pegar um selo “mimimi” de qualidade. São esses os pontos: 1. Bolsonaro foi o único candidato até o momento a se mostrar alinhado a Israel. Ele não só declarou isso, como já empunhou a bandeira de Israel e Jerusalém em atos públicos. Esse pra mim é o ponto mais importante. 2. Em todos os debates, quando perguntado sobre o motivo de querer ser…

O primeiro debate – Eleições 2018
Liberdade e Estado / 13/08/2018

O primeiro debates entre os presidenciáveis começou de uma forma trágica. Na abertura do programa o apresentador deve a infelicidade de dizer que o presidiário Luis Inácio Lula da Silva não poderia participar do debate pois fora impedido pela justiça. Na verdade ele não participou pois está preso e inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Novamente o nosso jornalismo preferiu um Fake News ao invés de dizer a verdade pura e simples. E quem foi impedido de participar do debate foi o candidato João Amoedo do Novo. A TV Bandeirantes se baseou na Lei 13.488/2017, que estabelece as regras da campanha, determina que as emissoras de rádio e TV são obrigadas a convidar para os debates os candidatos dos partidos que tiverem no mínimo 5 parlamentares no Congresso Nacional. Quanto aos demais candidatos, as emissoras têm autonomia para convidar ou não. Como o NOVO foi criado em 2016 o mesmo não possui deputados federais. Mas para candidata Marina Silva foi adotado outro posicionamento. Mesmo a REDE tendo apenas 3 representantes no Congresso: os deputados Miro Teixeira (RJ) e João Derly (RS) e o senador Randolfe Rodrigues (AP) a candidata foi convidada. Isto nos faz lembrar aquele velho ditado – “Aos…

2018 e o Tolo
Liberdade e Estado / 07/08/2018

Por Neto Curvina     Ninguém vai concordar com minhas contas, mas, pra variar, estou andando pra isso. Vejamos. Dilma teve mais de 40 milhões de votos em 2014. A mística desse partido do cão é tão nebulosa que é capaz dela ser eleita senadora em Minas. Pois bem. Alguém duvida que Lula ainda tenha 30 milhões de eleitores cativos, aquele tipinho que diz “Ele roubou, mas fez!”? Lula é a esquerda, é o Foro de São Paulo, é tudo que não presta. Pois bem, Serra e Aécio, respectivamente (2010 e 2014) tiveram pouco mais de 30 milhões de votos. Alckmin teve em 2006 quase 40 milhões. Foi quem melhor se saiu contra o PT após a era FHC. Dilma tinha nove partidos em sua coligação, mesmo número de Aécio. Imagine um cenário com Bolsonaro e Alckmin no segundo turno. E suponhamos que, para ser eleito, o presidente do Brasil precise ter em torno de 50 milhões de votos. Agora imagine que 90% dos políticos envolvidos ou são investigados pela Lava Jato ou ainda serão. Só a corja que apoia o tucano soma oito partidos. Pegue o capital eleitoral de Alckmin, já um pouco desgastado, e o derrube para cerca…

Quem são os 13 (Argh!) candidatos ao Planalto
Liberdade / 06/08/2018

A eleição presidencial está marcada para o dia 7 de outubro, e encerrado o período de convenções, 13 nomes estão oficialmente na disputa pelo Palácio do Planalto. Os partidos tinham até o dia 5 de agosto para oficializar seus candidatos. E até o dia 15 de agosto para registrar a chapa. O exercício deste texto é apresentar qual o viés econômico de cada candidato e qual o tamanho de intervenção estatal ele esta disposto a aceitar. 1 – Álvaro Dias – Podemos/PR Viés econômico: Keynesiano Nível de Intervenção Estatal: Moderado (via regulação) Ideologia Política: Centro-Esquerda Início da carreira política: 1968 pelo MDB   2 – Fernando Haddad – PT/SP Viés econômico: Socialista Nível de Intervenção Estatal: Alto Ideologia Política: Esquerda Início da carreira política: 2012 pelo PT   3 – Jair Bolsonaro – PSL/RJ Viés econômico: Liberal (Paulo Guedes) Nível de Intervenção Estatal: Incógnita Ideologia Política: Direita Conservador Nacionalista Início da carreira política: 1989 pelo PDC   4 – Marina Silvia – Rede/AC Viés econômico: Keynesiana Nível de Intervenção Estatal: Alto (via regulação) Ideologia Política: Centro-Esquerda Conservadora Início da carreira política: 1989 pelo PT   5 – Ciro Gomes – PDT/CE Viés econômico: Keynesiano (Impressora de dinheiro) Nível de Intervenção…

Paralisação dos caminhoneiros, liberdade e as eleições
Liberdade e Transporte / 11/06/2018

Antes de iniciar a avaliação deste cenário em relação as eleições presidenciais de outubro/2018 fazemos relembrar os fatores que provocaram a paralização dos caminhoneiros que ocorreu entre o final de maio e início de junho/2018: O governo federal por meio do BNDES, com a justificativa de estimular a economia e ajudar os caminhoneiros e a indústria de veículos pesados, decidiu conceder empréstimos baratos para que indivíduos autônomos e também transportadoras comprassem caminhões a juros baixos e a várias prestações. Isto resultou no aumento da quantidade de caminhões em circulação, bem como o número de caminhoneiros autônomos, o que gerou maior concorrência e com isso os preços dos fretes caíram, diminuindo assim o poder de compra dos caminhoneiros. Por outro lado a concorrência impediu  que os aumentos nos custos do frete ao longo do tempo fossem repassados para o cliente, que continuou caindo. Então os caminheiros estavam endividados, com aumento nos custos, queda na receita e perdendo cada vez mais qualidade e portanto mercado. A subida do preço do diesel terminou por empurrar de vez o setor à bancarrota e com a total inviabilidade operacional, os caminhoneiros foram protestar. Então podemos perceber que a politica de preços da Petrobras foi somente…

Em 2018 não quero saber de “ismos”. Quero liberdade!!!
Liberdade e Estado / 16/05/2018

Cada vez mais percebemos no Brasil uma defesa grande em relação aos “ismos”: comunismo, socialismo, liberalismo, objetivismo, coletivismo, individualismo. Hoje é mais importante defender a sua ideologia a qualquer custo e sem nenhuma relação com a realidade. Percebemos que a maioria dos adeptos de ideologias tendem a pensar num Brasil perfeito sobre os aspectos sociais, econômicos e político. Ou seja: um homem perfeito, uma verdadeira utopia. E adotar uma determinada utopia como guia é natural e atraente. Mas infelizmente o resultado final é sempre negativa. E esse tipo de pensamento está nos atrapalhando no caminho realista para avançarmos neste ano eleitoral. Mas antes de entrar no cerne da questão vamos levantar os “ismos” com mais “súditos” no país: I – Socialismo: consiste em uma teoria, utopia, doutrina ou prática social que propõe a apropriação pública dos meios de produção e a supressão das diferenças entre as classes sociais. Esta ideologia sugere uma reforma gradual da sociedade. Já o socialismo científico, também conhecido como marxismo, tem como uma das suas premissas a compreensão das origens do capitalismo, e o fim desse sistema. No final do século XIX, todos os partidos socialistas tinham como objetivo a luta por uma sociedade sem classes…

Saúde, um caos a ser vencido pelo próximo presidente
Liberdade e Estado / 07/05/2018

Antes de começar é necessário fazer uma breve apresentação sobre os tipos de sistema de saúde que existem. A ideia é simples: mostrar o que cada sistema tem na pratica. Nesse sentido, é bom relembrar o economista americano Thomas Sowell, que, ao comentar sobre qualquer política pública, lembra que devemos sempre pensar no caminho a seguir com base em uma análise cuidadosa de prós e contras, e não somente em discursos ideológicos. A definição usada aqui para sistemas de saúde terá como foco basicamente duas coisas: o ente pagador e o nível de regulação.  Desta forma, analisando tanto o aspecto de pagamento como o de regulamentações, não corremos o risco de definir erradamente o que é um livre mercado de saúde. Sendo assim podemos classificar em três grandes tipos de sistemas de saúde: i) medicina socializada – financiamento e provimento públicos; ii) sistema misto – provimento privado mas regulado pelo estado; iii) e o livre mercado, financiado e regulado por entes privados. Atualmente a maioria dos sistemas de saúde (seja europeu, americano ou brasileiro) está próximo ao colapso pois a presença estatal é forte. Mas diferentemente do que usado como justificativa daqueles que defendem a participação estatal, isso demonstra não…

O que esperar dos liberais nas eleições de 2018
Liberdade e Estado / 18/04/2018

No dia 15 de abril de 2018 foi publicado mais uma pesquisa de intenção dos votos com os pré-candidatos a presidência da república feita pelo Datafolha (4.194 entrevistas, entre os dias 11 e 13 de abril, em 227 municípios). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. No cenário 1 (Se Lula for candidato e o MDB lançar Henrique Meirelles), temos o seguinte resultado: Lula (PT): 31% Jair Bolsonaro (PSL): 15% Marina Silva (Rede): 10% Joaquim Barbosa (PSB): 8% Geraldo Alckmin (PSDB): 6% Ciro Gomes (PDT): 5% Álvaro Dias (Podemos): 3% Manuela D’Ávila (PC do B): 2% Fernando Collor de Mello (PTC): 1% Rodrigo Maia (DEM): 1% Henrique Meirelles (MDB): 1% Flávio Rocha (PRB): 1% João Amoêdo (Novo); Paulo Rabello de Castro (PSC); Guilherme Boulos (PSOL); Guilherme Afif Domingos (PSD): 0 Em branco / nulo / nenhum: 13% Não sabe: 3% Podemos também avaliar esta pesquisa dividindo os candidatos em: i) Esquerda (PSOL e PC do B); ii) Centro Esquerda – Social Democrata (PT, Rede; PSB; PSDB e PDT); iii) Centro (Podemos, MDB, PTC, PSC e PSD); iv) Centro Direita (PSL e DEM); v) Direita (PRB); vi) Liberal (Novo) Centro Esquerda: 60% Centro Direita:…