A Burocratização do Brasil e o BMaaS
Transporte / 11/09/2018

O tema Mobilidade como Serviço, ou simplesmente MaaS (Mobility as a Service) como já se sabe é a integração de vários serviços de deslocamento em uma única solução. Portanto o MaaS geralmente é fornecido por meio de uma plataforma ou solução de tecnologia, como software, aplicativos móveis ou tecnologia sob medida. Vale aqui ressaltar que o termo mobilidade percebido incorretamente como apenas deslocamento, no sentido do MaaS ele abrange todos os aspectos da jornada do usuário. Abrangendo todos elementos como: estacionamento, acesso Wi-Fi e até mesmo bagagem. Portanto a mobilidade como serviço visa identificar todos os aspectos da jornada e trazê-los em uma solução para facilitar o seu planejamento, comodidade da reserva de viagens e unificação das transações de pagamento. Sendo assim, a lógica do MaaS também fez alterar como compreender o mercado da mobilidade, como por exemplo no setor de fretamento, no qual uso de carros compartilhados, estão começando a mudar a forma como os gestores passam a tratar a terceirização dos deslocamentos dos empregados. Pois ao invés de contratar uma empresa terceirizada para fazer este serviço a empresa por meio de plataformas tecnológicas podem incentivar seus funcionários que possuem carro a dar carona a outros. Isso pode reduzir as despesas…

A verdadeira disrupção no transporte: MaaS – Mobilidade como um serviço
Transporte / 28/08/2018

Com a conveniência em mente, o MaaS traz todos as opções de transporte e opções de pagamento para palma da mão do cliente, proporcionando acesso instantâneo a todos os serviços de mobilidade ofertado em uma determinada localidade. Com MaaS, o incômodo de ter de navegar em um sistema complexo de prestadores de serviços passa a ser parte do passado. O MaaS vai revolucionar a forma em se deslocar, fazendo isto da forma mais natural e inteligente possível. De forma simples: a mobilidade como um Serviço (MaaS) é a integração de várias formas de serviços de transporte em um único serviço sob demanda. Isto é, para atender a uma solicitação do cliente, um operador MaaS fornece um “cardápio” diversificado de opções de mobilidade: transporte público, carona, carro, bicicleta, táxi, veículo para aluguel, ou uma combinação destes. Para tal, o MaaS combina perfeitamente as diferentes opções de transporte a partir de diferentes fornecedores, gerenciando tudo, desde o planeamento de viagens até os pagamentos. Dando a oportunidade para o cliente em adquirir créditos de viagens e/ou asinar um pacote mensal. O MaaS é ecossistema cuja a propriedade é privada fazendo com que a função do poder público seja em avaliar a qualidade do…

Relato de fatos do colapso do Sistema de Transporte Público Coletivo
Transporte / 08/06/2017

O último post felizmente trouxe um bom debate o que me fez perceber que faltava uma explicação melhor sobre os principais eventos que estão levando o setor ao colapso. É importe ressaltar que o transporte público deve ser entendido como um serviço oferecido a todos e é este o entendimento quanto a palavra “público” e não como se fosse algo meramente estatal. Até 2012 o Sistema de Transporte Público apresentava uma situação positiva proveniente dos investimentos públicos em Infraestrutura proveniente os PACs (PAC Copa, PAC Grandes cidades, PAC Mobilidade…) e novos Marcos Legais provenientes das licitações que estavam ocorrendo. Neste período o Sistema de Transporte Público conseguiu estabilizar a redução de demanda surgida no início do século XXI Entretanto, em 2013, as revoltas contra os aumentos de tarifa provocaram o congelamento das mesmas o que levou o sistema a acender a luz amarela. E esta ação provocou uma reação rápida dos governantes: o congelamento das tarifas   Como reflexo as cidades cujo o sistema é financiado única e exclusivamente pela tarifa foram impactados negativamente por estas medidas, pois as receitas não acompanharam os custos provocando um grande desequilíbrio econômico-financeiro no setor A crise oriunda dos congelamentos de tarifas em 2013 demostrou…

Reflexão acerca do que seria o Sistema de Transporte Público Urbano
Transporte / 03/05/2017

Em 2013 o Brasil saiu às ruas para manifestar quanto aos reajustes da tarifa do transporte público urbano e também em relação a qualidade do serviço prestado. O Poder Público tomou uma ação rápida a essas manifestações e em 2013 congelou as tarifas. Já no ano de 2016, ano da eleição dos prefeitos, pouco foi debatido quanto as ações necessárias para que agora em 2017 a população não saia novamente a rua para protestar, pois quase nada foi feito em relação a melhoria da qualidade do transporte e/ou na forma de financiamento dos sistemas nas quais o custeio não seja pago única e exclusivamente pelos usuários. Sabendo desta conjuntura fica claro a importância de pensarmos em como requalificar os sistemas de transporte público urbano. Por isso o objetivo deste artigo não é apresentar uma lista de soluções infalíveis (estilo Cebolinha) mas sim apresentar ao leitor conceitos, para assim entendermos o problema e depois as soluções. Então para elaboração do nosso conceito de Sistema de Transporte Público Urbano, vou apresentar as definições de cada termo de forma isolada para depois termos a compreensão do todo. A primeira palavra a ser conceituada é “Sistema”, do latim systema, um sistema é um conjunto…

A fraude no transporte público não é contra o Estado e nem contra as empresas, ela é contrato o usuário
Transporte / 03/05/2017

No transporte público da grande Goiânia existem várias formas de fraudar o sistema, seja através do mau uso dos benefícios tarifários ou evadindo (“pula catraca”). Normalmente quem comete tal ato se defende dizendo que é uma reação contra a exploração do grande capital (empresas concessionárias) – “os empresários já ganham muito”. Mas quem será que de fato paga essa conta?  Uma vez que como disse Robert Heinlein – “There is no such thing as a free lunch” – traduzindo – “Não existe almoço grátis” Imagino que o caro leitor deve está pensando que essa discussão sobre quem paga a conta das fraudes bancárias é estúpida: no final sempre quem paga é o cliente (usuário, pais de alunos e setor produtivo através do vale transporte). Como diria o meu pai, o sistema de transporte não fabrica dinheiro, e sim é custeado pelas tarifas cobradas dos seus clientes. De uma forma ou de outra o custo com as fraudes vai ser sempre repassado para eles – sempre. Considerando isso, vamos fazer um rápido teste. Se você fosse nomeado pelo poder público a ser o responsável pelo sistema de transportes, como você cobraria o custo das fraudes dos seus clientes? Devido o atual…

Reflexões sobre a adoção Tarifa Única Metropolitana para o Sistema de Transporte Público
Transporte / 13/04/2017

O transporte público, além de ser um direito social, é uma importante ferramenta de política pública cujos objetivos são: garantir a equidade social no acesso a cidade; o desenvolvimento econômico local; e o designer de uma urbanidade voltada para a integração sustentável entre as necessidades do homem e o meio ambiente. Entretanto  tais objetivos podem ser neutralizadas por politicas de transportes que focam somente no sistema em si como por exemplo a adoção da Tarifa Única Metropolitana na qual todo e qualquer deslocamento nos  municípios pertencentes da metropolitana  ocorrem com valor único . Vale ressaltar que o preço da tarifa é uma consequência da qualidade do serviço ofertado, bem como da interferência direta da variação dos preços dos insumos que compõem o custo do transporte. Sendo assim viagens mais longas deveriam ter um valor maior que os deslocamentos de curta distância. E que a adoção da Tarifa Única vai no sentido contrário do padrão mundial de diversificação de tarifas que vem sendo aperfeiçoadas devido os novos mecanismos eletrônicos de cobrança e controle. E que esta experiência foi mal sucedida na década de 1980, pois gera grandes pressões no desenvolvimento das cidades devido ao espalhamento, ou espraiamento, urbano Sendo assim esta estratégia…