2018 e o Tolo
Liberdade e Estado / 07/08/2018

Por Neto Curvina     Ninguém vai concordar com minhas contas, mas, pra variar, estou andando pra isso. Vejamos. Dilma teve mais de 40 milhões de votos em 2014. A mística desse partido do cão é tão nebulosa que é capaz dela ser eleita senadora em Minas. Pois bem. Alguém duvida que Lula ainda tenha 30 milhões de eleitores cativos, aquele tipinho que diz “Ele roubou, mas fez!”? Lula é a esquerda, é o Foro de São Paulo, é tudo que não presta. Pois bem, Serra e Aécio, respectivamente (2010 e 2014) tiveram pouco mais de 30 milhões de votos. Alckmin teve em 2006 quase 40 milhões. Foi quem melhor se saiu contra o PT após a era FHC. Dilma tinha nove partidos em sua coligação, mesmo número de Aécio. Imagine um cenário com Bolsonaro e Alckmin no segundo turno. E suponhamos que, para ser eleito, o presidente do Brasil precise ter em torno de 50 milhões de votos. Agora imagine que 90% dos políticos envolvidos ou são investigados pela Lava Jato ou ainda serão. Só a corja que apoia o tucano soma oito partidos. Pegue o capital eleitoral de Alckmin, já um pouco desgastado, e o derrube para cerca…

Em 2018 não quero saber de “ismos”. Quero liberdade!!!
Liberdade e Estado / 16/05/2018

Cada vez mais percebemos no Brasil uma defesa grande em relação aos “ismos”: comunismo, socialismo, liberalismo, objetivismo, coletivismo, individualismo. Hoje é mais importante defender a sua ideologia a qualquer custo e sem nenhuma relação com a realidade. Percebemos que a maioria dos adeptos de ideologias tendem a pensar num Brasil perfeito sobre os aspectos sociais, econômicos e político. Ou seja: um homem perfeito, uma verdadeira utopia. E adotar uma determinada utopia como guia é natural e atraente. Mas infelizmente o resultado final é sempre negativa. E esse tipo de pensamento está nos atrapalhando no caminho realista para avançarmos neste ano eleitoral. Mas antes de entrar no cerne da questão vamos levantar os “ismos” com mais “súditos” no país: I – Socialismo: consiste em uma teoria, utopia, doutrina ou prática social que propõe a apropriação pública dos meios de produção e a supressão das diferenças entre as classes sociais. Esta ideologia sugere uma reforma gradual da sociedade. Já o socialismo científico, também conhecido como marxismo, tem como uma das suas premissas a compreensão das origens do capitalismo, e o fim desse sistema. No final do século XIX, todos os partidos socialistas tinham como objetivo a luta por uma sociedade sem classes…

Saúde, um caos a ser vencido pelo próximo presidente
Liberdade e Estado / 07/05/2018

Antes de começar é necessário fazer uma breve apresentação sobre os tipos de sistema de saúde que existem. A ideia é simples: mostrar o que cada sistema tem na pratica. Nesse sentido, é bom relembrar o economista americano Thomas Sowell, que, ao comentar sobre qualquer política pública, lembra que devemos sempre pensar no caminho a seguir com base em uma análise cuidadosa de prós e contras, e não somente em discursos ideológicos. A definição usada aqui para sistemas de saúde terá como foco basicamente duas coisas: o ente pagador e o nível de regulação.  Desta forma, analisando tanto o aspecto de pagamento como o de regulamentações, não corremos o risco de definir erradamente o que é um livre mercado de saúde. Sendo assim podemos classificar em três grandes tipos de sistemas de saúde: i) medicina socializada – financiamento e provimento públicos; ii) sistema misto – provimento privado mas regulado pelo estado; iii) e o livre mercado, financiado e regulado por entes privados. Atualmente a maioria dos sistemas de saúde (seja europeu, americano ou brasileiro) está próximo ao colapso pois a presença estatal é forte. Mas diferentemente do que usado como justificativa daqueles que defendem a participação estatal, isso demonstra não…

O que esperar dos liberais nas eleições de 2018
Liberdade e Estado / 18/04/2018

No dia 15 de abril de 2018 foi publicado mais uma pesquisa de intenção dos votos com os pré-candidatos a presidência da república feita pelo Datafolha (4.194 entrevistas, entre os dias 11 e 13 de abril, em 227 municípios). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. No cenário 1 (Se Lula for candidato e o MDB lançar Henrique Meirelles), temos o seguinte resultado: Lula (PT): 31% Jair Bolsonaro (PSL): 15% Marina Silva (Rede): 10% Joaquim Barbosa (PSB): 8% Geraldo Alckmin (PSDB): 6% Ciro Gomes (PDT): 5% Álvaro Dias (Podemos): 3% Manuela D’Ávila (PC do B): 2% Fernando Collor de Mello (PTC): 1% Rodrigo Maia (DEM): 1% Henrique Meirelles (MDB): 1% Flávio Rocha (PRB): 1% João Amoêdo (Novo); Paulo Rabello de Castro (PSC); Guilherme Boulos (PSOL); Guilherme Afif Domingos (PSD): 0 Em branco / nulo / nenhum: 13% Não sabe: 3% Podemos também avaliar esta pesquisa dividindo os candidatos em: i) Esquerda (PSOL e PC do B); ii) Centro Esquerda – Social Democrata (PT, Rede; PSB; PSDB e PDT); iii) Centro (Podemos, MDB, PTC, PSC e PSD); iv) Centro Direita (PSL e DEM); v) Direita (PRB); vi) Liberal (Novo) Centro Esquerda: 60% Centro Direita:…

Em 2018 o Brasil elegerá novamente um presidente de esquerda
Liberdade e Estado / 02/04/2018

A fragmentação da direita somado ao preconceito com os liberais devem levar o país a novamente eleger um presidente com ideologia voltada para esquerda, desde do governo FHC o Brasil vem aumentando o tamanho e a intervenção estatal. E faltando menos de seis meses para a eleição presidencial deste ano, vários partidos já anunciaram oficialmente seus pré-candidatos. Outras legendas devem consolidar os nomes que concorrerão ao pleito nas próximas semanas. Vale ressaltar que de acordo com a legislação eleitoral, os partidos políticos devem oficializar as candidaturas em convenções nacionais com seus filiados entre 20 de julho e 5 de agosto. A seguir apresentarei uma breve lista dos atuais pré-candidatos e qual é a sua posição ideológica (dividida em: esquerda, centro esquerda, centro, centro direita, direita e liberal): 1 – Flavio Rocha (PRB) – Liberal: O diretor vice-presidente da Guararapes Confecções (Riachuelo), Flávio Rocha, deixou o cargo na companhia para poder concorrer à presidência da república.  Após conversar com pelo menos seis siglas, o empresário decidiu pelo PRB. Casado e pai de quatro filhos, atualmente exerce a função de CEO do Grupo Guararapes, que integra a Rede de Lojas Riachuelo, Confecções Guararapes, Midway Financeira, Transportadora Casa Verde e Shopping Midway Mall….

Propostas para os candidatos em 2018
Liberdade e Estado / 19/03/2018

Este texto tem como base o dois excelentes guias criados pelo Adolfo Sachsida e postado no Facebook. Nos guias o pesquisador do IPEA apresenta uma série de propostas que deveriam ser pauta dos candidatos tento para o nível federal quanto para o estadual. A minha contribuição será, seguindo a mesma estrutura, algumas propostas que entendo ser necessária para transformação do nosso país. 1 – Propostas no âmbito federal (para presidente, senadores e deputados federais) Extinção da Previdência Social – hoje a previdência social é um pirâmide catastrófica, na qual quem esta na ativa financia os aposentados. Isto, por si só, já seria um motivo suficiente para solicitar a sua extinção, mas infelizmente o saco de maldade não para por aí, pois além de ser uma pirâmide, a previdência social é um caixa eletrônico a disposição dos nossos queridos políticos e administradores públicos. Com o fim da previdência social a nossa população teria que fazer de forma individual a sua poupança e começaria a ter uma educação econômica financeira. Extinção da nossa Carga Tributária – imposto é roubo!!! Então os nossos governantes/representantes deveriam trabalhar com a possibilidade de acabar com a nossa carga tributária (o melhor seria acabar com os impostos…

O risco de Joaquim Barbosa presidente do Brasil
Liberdade e Estado / 08/03/2018

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa vem admitindo que tem conversado com partidos, em especial o PSB, sobre uma possível candidatura à Presidência da República em 2018. De acordo com ex-presidente do STF, a sondagem vem não só de partidos, mas de movimentos diversos e até de pessoas na rua. Sobre a possibilidade, não descartou: “Eu, pessoalmente, não me decidi”. Em entrevista concedida ao CBN Noite Total, na rádio CBN, o ex-ministro criticou a movimentação das principais legendas para as eleições, ainda que envolvidas em denúncias de corrupção. “A eleição do ano que vem vai ser muito parecida com a eleição de 1989, a primeira eleição após o ciclo militar. […] Eu não sei como essas lideranças de PMDB, PSDB e PT ainda terão coragem de apresentar à nação candidatos à eleição. Eu acredito que haverá um repúdio enorme aos candidatos desses três maiores partidos”, ressaltou. Joaquim Babosa também ressaltou que, ”a pulverização de candidatos, o esfacelamento do Estado, a degradação moral e a perda de credibilidade dos partidos e das lideranças dos três maiores partidos políticos brasileiros” justificam sua crítica às legendas. “Que as instituições brasileiras estão em frangalhos, eu não preciso reafirmar. Qualquer pessoa minimamente…

Flávio Rocha, dono da Riachuelo, será o próximo presidente do Brasil?
Liberdade e Estado / 01/03/2018

Com a desistência do apresentador Luciano Hulk na corrida para o Planalto um novo nome começou a ganhar forma como o outsider da vez: Flávio Rocha do da Riachuelo. O empresário é apontado como possível candidato à presidência da República pelo Movimento Brasil Livre (MBL). Em 5 de março de 2017, Rocha liderou em Nova York o lançamento do movimento “Brasil 200”, que defende ideais liberais para a economia brasileira, critica o governo de Michel Temer (MDB) e dos seus antecessores petistas – Dilma Rousseff e Lula. No lançamento, o empresário criticou, sem falar nomes, os governos petistas, e especialmente, as gestões petistas e, especialmente, a candidatura de Lula: “não é possível que o líder das pesquisas no Brasil para presidente hoje seja não apenas o maior responsável pela crise como um criminoso condenado a 9 anos e meio de prisão em apenas um de inúmeros processos que responde. Que mensagem o país está passando para a classe política e para o mundo? Que aqui o crime compensa? Que o brasileiro aprova a roubalheira? Não é possível que a lição, a mais dura de todas, não tenha sido aprendida”. “Quero sugerir a todos vocês que chegou a hora de uma…

2018 será o ano dos outsiders?
Liberdade e Estado / 14/02/2018

Esta corrida eleitoral promete ser a mais espetacular da história brasileira. Com a eliminação do ex-presidente Lula (devido a Lei da Ficha Limpa) o cenário fica em aberta e somado a nova cláusula de barreia para que os partidos possam receber o perverso Fundo Eleitoral devem transformar a eleição presidencial numa verdadeira “corrida maluca”, sendo assim a situação perfeita para vitória de um “outsider”. E o maior favorito ao posto de outsider é o apresentador da Rede Globo, Luciano Huck. Segundo informações da Coluna Painel (6/fev/18), da Folha de São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) recebeu em primeira mão a pesquisa qualitativa sobre a viabilidade eleitoral de Luciano Huck. O estudo, encomendado pelo próprio apresentador, fez um cruzamento do seu perfil com os desejos do eleitorado. Aliados de FHC disseram que o trabalho aponta que Huck tem “potencialmente muita chance” se entrar na disputa a cadeira do Planalto. O que fez penas voarem dentro do ninho tucano, pois poucos apostam em vitória do governador Geraldo Alckimin. E se observarmos a última pesquisa Datafolha, publicada no dia 31/jan/18, Huck aparece com 8% das intenções de voto empatado com o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), em um eventual cenário sem Lula…

O histórico dia 24 de janeiro de 2018 e outros fatos importantes
Liberdade e Estado / 25/01/2018

O dia 24 de janeiro de 2018 foi histórico, pois nunca antes na história deste País um ex-presidente da República foi julgado e condenado por corrupção em segunda instância. Isto demonstra que a tão proclamada democracia não é um simples concurso de popularidade em que o mais simpático é escolhido por uma parte da população para ser responsável pelo futura da nação. A democracia é um conjunto de regras e instituições que deveria garantir o exercício pacífico do poder, em nome da soberania povo. Por isso que quando a Justiça funciona, mesmo sendo raro, portanto, que a democracia teoricamente é exercida. Mas devemos sempre lembrar que o a douta justiça é um braço do poderoso estado e que na prática trabalha contra as liberdades individuais, mas este não é o motivo do artigo. Por isso, ontem ficou claro que o jogo democrático brasileiro mudou de mão e que o popular pai dos pobres sentiu na pele a força do Estado. Esta situação por si só é um risco de transformar a prisão de Lula em um troféu nas mãos deste “novo estado”. Esta situação pode por consequência, alimentar a narrativa vitimista dos derrotados que vê apenas perseguição política no trabalho…