COVID 19, DRT, Liberdade

CityBus 2.0 continua a inovar e apresenta solução para integrada do serviço sob demanda com a rede de transporte público da Região Metropolitana de Goiânia, promovendo o conceito de primeira/ última milha

Neste momento em que estamos planejando retorno das atividades depois do pico da pandemia do Covid-19, os gestores do transporte público estão buscando novas soluções inovadoras para atender às necessidades das pessoas e permitir que eles possam facilitar seus deslocamentos.

Na Rede Metropolitana de Transporte Coletivo de Goiânia – RMTC, desde que o Cartão Transporte FÁCIL foi lançado em 2013 pelo SET (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Goiânia), o sistema vem buscando melhorar a experiência do usuário. Vale lembrar que, na RMTC, mais de 95% dos deslocamentos são feitos sem pagamento em dinheiro à bordo. E que já no ano de 2000 pelo pioneirismo tecnológico tornou-se referência nacional de sistema de bilhetagem eletrônica.

Em mais uma ação inovadora, com o lançamento do CityBus 2.0, primeiro transporte coletivo sob demanda da América Latina, implantado em Goiânia em fevereiro de 2019, e que hoje conta com 95 mil clientes cadastrados, passa agora a aceitar, além dos pagamentos por dinheiro e cartão de crédito, também o Cartão Fácil, iniciativa que promove a integração da rede de transporte público com o serviço sob demanda.

A integração intermodal na qual o serviço de transporte público de massa atua como o eixo principal, será complementado pelas demais formas de deslocamentos, em especial, os serviços sob demanda – DRT. Essa necessidade de integração tem como objetivo solucionar o problema da ‘primeira e última milha’ (First/Last Mile) que é um conceito que descreve o início e o fim da viagem de transporte público de uma pessoa. Normalmente, depois de se deslocar de transporte público, precisamos caminhar ou fazer um segundo deslocamento para chegar ao nosso destino final. Essa lacuna do transporte público até o destino é vista como uma das causas da perda de tempo dos usuários do transporte público.

Para resolver esse problema, algumas cidades (fora do Brasil) estão cada vez mais recorrendo aos serviços de compartilhamento de viagens para atender os deslocamentos mais curtos em ambientes urbanos e melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. No entanto, o principal problema que os municípios enfrentam é que existem poucas soluções integradas entre o transporte público e os serviços compartilhados, uma vez que o meio de pagamento via Cartão Transporte é uma barreira em relação aos serviços compartilhados.

De acordo com um relatório publicado pela McKinsey em 2017, o uso de transporte público cai em até 90% quando os passageiros precisam caminhar mais de 800 metros até a parada de transporte mais próxima. Assim, as cidades enfrentam duas opções: expandir as rotas de transporte, que são caras e nem sempre viáveis, ou tolerar acessibilidade deficiente em áreas menos populosas.

“As opções de transporte público integradas aliviarão a frustração das pessoas com o tempo total de deslocamento quando eles estão apenas tentando chegar ao trabalho e voltar para casa todos os dias”, acredita o mestre em Transportes Miguel Angelo Pricinote. “O interior dos bairros são áreas de baixa penetração do transporte público, porém o serviço sob demanda da HP Transportes – Citybus 2.0 fornece uma conexão crucial de primeira e última milha com as linhas da RMTC. E tal integração entre os serviços foi simplificada com a aceitação do Cartão Transporte – denominado Cartão Fácil no serviço DRT”

Entretanto além da aceitação do Cartão Fácil pelo serviço CityBus 2.0 existem alguns problemas que ainda precisam ser mitigados:

1.           Elasticidade da demanda em relação às tarifas: o número de passageiros no transporte público é sensível ao valor das tarifas. À medida que as tarifas aumentam, a demanda por transporte público diminui. As pessoas pagarão tarifas adicionais do CityBus 2.0 para usar o transporte pelo qual já estão pagando a tarifa do serviço?

2.           Baldeações: sabemos que os usuários de transporte público preferem evitar baldeações quando possível. Por isso as transferências entre o serviço regular e o CityBus 2.0 devem ser simples.  Vale ressaltar que chegar ao ponto de embarque é um problema e esperar pelo serviço é outro.

3.           Custo de oportunidade: Quanto as agências de transporte público ou as empresas concessionárias estão dispostas a investir em melhorias marginais no número de passageiros neste momento de crise?

Portanto a HP Transportes por meio do CityBus 2.0 está incentivando a transformação do transporte público, de um sistema de rotas e horários fixos para uma rede mais flexível e  dinâmica. O serviço sob demanda conecta em tempo real vários passageiros que estão indo na mesma direção, permitindo que os passageiros compartilhem uma mesma viagem em um mini-ônibus.

Estudo: (https://www.mckinsey.com/business-functions/sustainability/our-insights/public-private-collaborations-for-transforming-urban-mobility)

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