Reflexões sobre a adoção Tarifa Única Metropolitana para o Sistema de Transporte Público

13/04/2017

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O transporte público, além de ser um direito social, é uma importante ferramenta de política pública cujos objetivos são: garantir a equidade social no acesso a cidade; o desenvolvimento econômico local; e o designer de uma urbanidade voltada para a integração sustentável entre as necessidades do homem e o meio ambiente.

Entretanto  tais objetivos podem ser neutralizadas por politicas de transportes que focam somente no sistema em si como por exemplo a adoção da Tarifa Única Metropolitana na qual todo e qualquer deslocamento nos  municípios pertencentes da metropolitana  ocorrem com valor único .

Vale ressaltar que o preço da tarifa é uma consequência da qualidade do serviço ofertado, bem como da interferência direta da variação dos preços dos insumos que compõem o custo do transporte. Sendo assim viagens mais longas deveriam ter um valor maior que os deslocamentos de curta distância.

E que a adoção da Tarifa Única vai no sentido contrário do padrão mundial de diversificação de tarifas que vem sendo aperfeiçoadas devido os novos mecanismos eletrônicos de cobrança e controle. E que esta experiência foi mal sucedida na década de 1980, pois gera grandes pressões no desenvolvimento das cidades devido ao espalhamento, ou espraiamento, urbano

Sendo assim esta estratégia provoca a desintegração das economias locais, pois com a Tarifa Única é mais “barato” se deslocar para o centro da Metrópole do que dentro das cidades vizinhas ou dos bairros dormitórios.  Outro ponto negativo é que a Tarifa Única pressiona o custo do transporte e faz com que a mesma seja elevada diminuindo assim o acesso das pessoas a cidade. E a diminuição da competitividade do transporte público devido a tarifa elevada provoca a migração para o transporte individual gerando assim engarrafamentos e por conseqüência maior degradação ambiental no meio urbano. Resultando assim na eficiência do transporte público na Região Metropolitana.

E para você, caro leitor, qual o modelo mais justo: o que todos pagam o mesmo valor independente da distância e/ou horário no qual realiza a viagem; ou aquele em que dependendo da forma na qual o usuário do sistema se programe, ele possa encontrar tarifas mais atrativas para utilizar o transporte público?

Neste momento de eleições devemos ficar atentos com as propostas dos candidatos. Pois inúmeras delas podem parecer interessantes no primeiro momento mas que no seu desenvolver podem gerar impactos negativos que podem deteriorar o sistema de transporte.

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