O histórico dia 24 de janeiro de 2018 e outros fatos importantes

25/01/2018

O dia 24 de janeiro de 2018 foi histórico, pois nunca antes na história deste País um ex-presidente da República foi julgado e condenado por corrupção em segunda instância. Isto demonstra que a tão proclamada democracia não é um simples concurso de popularidade em que o mais simpático é escolhido por uma parte da população para ser responsável pelo futura da nação.

A democracia é um conjunto de regras e instituições que deveria garantir o exercício pacífico do poder, em nome da soberania povo. Por isso que quando a Justiça funciona, mesmo sendo raro, portanto, que a democracia teoricamente é exercida. Mas devemos sempre lembrar que o a douta justiça é um braço do poderoso estado e que na prática trabalha contra as liberdades individuais, mas este não é o motivo do artigo.

Por isso, ontem ficou claro que o jogo democrático brasileiro mudou de mão e que o popular pai dos pobres sentiu na pele a força do Estado. Esta situação por si só é um risco de transformar a prisão de Lula em um troféu nas mãos deste “novo estado”.

Esta situação pode por consequência, alimentar a narrativa vitimista dos derrotados que vê apenas perseguição política no trabalho da Justiça. Portanto, a reação dos derrotados é previsível: usar a condenação como parte do discurso de perseguição para atrair a simpatia do eleitorado. E transformar um Lula num grande eleitor e garantidor a eleição de mais um poste. Como podemos perceber pela a fala dos derrotados:

“A confirmação da condenação do ex-presidente Lula é mais um capítulo dos ataques recentes à democracia brasileira.

Apesar da ausência de provas, os desembargadores do TRF-4 aumentaram a pena estabelecida pelo juiz Sérgio Moro para mais de 12 anos de prisão – enquanto figuras como Temer e Aécio, mesmo com abundantes indícios de crime, continuam livres.

O PSOL guarda importantes diferenças com Lula e terá candidatura própria nas eleições. Mas repudiamos a condenação sem provas e defendemos seu direito de concorrer.

A luta pela democracia não começou e nem acaba aqui. Estaremos juntos nessa batalha, construindo uma alternativa política de direitos para o Brasil.”

E para a presidente do PT a Senadora Gleisi disse ainda que desde o impeachment de Dilma Rousseff a Constituição Federal vem sendo rasgada.

“Nós não aceitamos essa sentença porque não tem sustentação constitucional, é corporativa. Impede o povo de votar na eleição deste ano”, discursou na Praça da República. “Foi uma decisão corporativa para defender a sentença do juiz Sérgio Moro”, avaliou.

A dirigente petista advertiu que três desembargadores não podem falar por milhões de brasileiros. “Nós vamos pra cima”, avisou.

Mas a condenação de Lula entra na história como marco simbólico do combate à corrupção em seu mais alto nível e ao contrário do que sustenta o slogan do PT, eleição sem Lula não será uma fraude, mas um bom começo. E não sabemos que para melhor ou só na mão para outro grupo que vai aparelhar o estado para fazer igual ou pior que o grupo anterior. Nisto a eleição de 2018 será essencial para mostrar a nova cara. A população irá escolher mais um pai dos pobres ou escolherá um governante que irá diminuir o tamanho do estado?

Outro ponto histórico de ontem foi que após o voto do desembargador Leandro Paulsen, o segundo a condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ibovespa saltou de 82.412 pontos para 83.427 e no fechamento, o benchmark da bolsa apontou valorização de 3,72%, a 83.680 pontos, a maior da história.

A expectativa do mercado era que Lula perdesse a contenda no TRF4 por 3 a 0 – o que de fato aconteceu -, o que impede que ele recorra dentro da segunda instância com recursos que causem um efeito suspensivo sobre a decisão. Assim, basta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornar Lula inelegível.

Partido Novo e o Livres

Outro fato importante foi o anuncio do Livres anunciou em relação ao comportamento que o movimento adotará nas eleições de 2018, após ter se desfilado do PSL, que adotou o deputado federal Jair Bolsonaro, do Rio de Janeiro, como pré-candidato à presidência da República. O atual presidente nacional do Livres, Paulo Gontijo, explicou que a corrente liberal passará a ser uma associação e adotará uma estratégia diferente da usada com o PSL: não se filiará a nenhum partido, mantendo-se independente.

Entretanto, o Livres manteve conversas com diferentes partidos para definir sua posição nos estados. O movimento obteve “excelentes recepções” de PPS, Partido Novo, Podemos e Rede, que deverão ser as siglas de principais destinos dos integrantes da associação, ainda que, em estados específicos, possa-se optar por outros partidos.

No Rio Grande do Sul e Ceará, por exemplo, a maioria das lideranças e pré-candidatos do Livres optou por se juntar ao Novo. O presidente estadual do movimento e pré-candidato a Câmara dos Deputados, Fábio Ostermann, acredita que “o Novo é o ambiente que oferece maior espaço às nossas ideias e que tem maior coerência com a nossa visão ideológica”.

Mas é importante ressaltar que segundo o estatuto do Novo, os pré-candidatos dos Livres deverão passar por um processo seletivo interno para ai sim virar candidatos pelo partido.

Outro ponto é que esta união do Novo com o Livres é ruim para o movimento liberal pois ambos possuem visões diferentes em relação as liberdades individuais e esta união pode significar o empobrecimento do discurso liberal. Espero estar errado neste ponto.

Imbróglio MBL, Uber, Dória.

Menos de um ano após manifestar apoio ao nome do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), à presidência da República, o Movimento Brasil Livre (MBL) rompeu nesta segunda-feira, 22 de janeiro, com o tucano, e declarou guerra aos projetos do Executivo na Câmara Municipal.

O motivo alegado para a separação foi a regulamentação dos aplicativos de transporte como Uber. O anúncio de ruptura foi feito pelo líder do MBL e vereador Fernando Holiday (DEM) que afirmou que “rompimentos acontecem baseados em ideais e não em cargos ou interesses escusos”.

Questionado sobre se o posicionamento de Holiday reflete a insatisfação do MBL como um todo, o coordenador do grupo, Kim Kataguiri, confirmou que a declaração de Holiday é acompanhada pelo movimento. “É uma coisa mais de longo prazo. A gente passa a não defender a gestão João Doria”.

Louvável a atitude do grupo, mesmo que tardia, pois era incongruente um movimento dito liberal apoiar um politico tipo João Dória. Espero que o movimento se fortaleça em 2018 e que junto com o movimento Brasil 200 possam ajudar a mudar a história do país

Movimento Brasil 200

Outro fator que pode mudar a nossa história e o rumo das eleições de 2018 mas principalmente a de 2022 foi o surgimento do Movimento Brasil 200, lançado pelo empresário Flávio Rocha que deseja um presidente liberal na economia e conservador nos costumes. Leia o manifesto:

“O Brasil está numa encruzilhada. Depois da pior recessão e dos mais graves escândalos da sua história, seremos convocados neste ano de 2018 para uma eleição geral que escolherá os principais representantes da população para o período que terminará na simbólica data dos 200 anos da independência. O país ficou independente, mas o cidadão brasileiro ainda não.

Como ser independente com tanta insegurança, com tantos brasileiros sofrendo pela falta de oportunidades de trabalho ou de leitos nos hospitais, de estudo fundamental e formação profissional, de uma moradia digna, de opções de transporte que atendam e de um ambiente que celebre quem produz e gera empregos e riqueza para todos?

O Brasil 200 anos é um movimento apartidário da sociedade civil, de brasileiros que amam o país e sabem que amar a nação não é fechar os olhos para seus problemas ou buscar soluções fáceis e erradas para problemas complexos e graves. Não é hora de malabarismos ou feitiçarias, de promessas novas que disfarçam velhas práticas, não se brinca com o destino de 200 milhões de pessoas.

Não defendemos nomes, lutamos por ideias. Qual país você quer na comemoração do bicentenário? Em quatro anos não é possível fazer tudo, mas é possível fazer muito. E é isso que o Brasil 200 anos está propondo: uma mobilização da sociedade para que a classe política conheça as demandas da população e se comprometa com elas no próximo mandato.

Este não é um movimento ideológico, mas um conjunto de princípios sustentado por valores sólidos e que refletem o pensamento majoritário da população e não de grupos de pressão ou que lutam por privilégios privados às custas do bem público. O Brasil precisa de idéias que gerem oportunidades para todos, que tirem as amarras do espírito empreendedor dos brasileiros que trabalham ou que querem trabalhar.

Nem tudo que fizemos nestes dois séculos foi errado, mas há muito o que ser revisto e melhorado. Um país que não conhece sua história terá sérias dificuldades de construir seu futuro. Vamos refletir juntos sobre o que deu certo ou errado, analisar o que pode ser melhorado, oferecer aos candidatos e partidos nossas propostas, firmar compromissos públicos e  cobrar deles sem descanso, durante os próximos quatro anos, o cumprimento das promessas.

O Brasil 200 anos quer ouvir você. Se você quer contribuir com ideias, propostas e soluções para o país, fale conosco. Políticos não são a solução, hoje eles são o problema. Cabe a nós, brasileiros, filhos da pátria amada que não fogem à luta, mostrar a eles o que queremos e o que vamos cobrar deles nos próximos anos.”

Referencias

O significado da condenação de Lula: https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2018/01/25/o-significado-da-condenacao-de-lula.ghtml

Ibovespa dispara 3,72% com a condenação de Lula https://www.istoedinheiro.com.br/ibovespa-dispara-apos-condenacao-de-lula/

PSOL: condenação de Lula é ataque à democracia brasileira: http://www.pt.org.br/psol-condenacao-de-lula-e-ataque-a-democracia-brasileira/

Gleisi Hoffmann: “Condenação de Lula pelo TRF4 rompe o pacto firmado na Constituição” https://www.esmaelmorais.com.br/2018/01/gleisi-hoffmann-condenacao-de-lula-pelo-trf4-rompe-o-pacto-firmado-na-constituicao/

Candidato, Lula presta último serviço ao país https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/01/25/candidato-lula-presta-ultimo-servico-ao-pais/?cmpid=copiaecola

Livres se unirá ao Partido Novo no Rio Grande do Sul – Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/01/politica/607850-livres-se-unira-ao-partido-novo-no-rio-grande-do-sul.html)

MBL rompe com gestão Doria, e Holiday diz que vai ‘infernizar’ tucano na Câmara http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,mbl-rompe-com-gestao-doria-e-holiday-diz-que-vai-infernizar-tucano-na-camara,70002160895

Manifesto Brasil 200 https://www.brasil200.com.br/manifesto

 

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