{"id":50,"date":"2017-05-03T17:59:44","date_gmt":"2017-05-03T17:59:44","guid":{"rendered":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/?p=50"},"modified":"2017-05-03T17:59:44","modified_gmt":"2017-05-03T17:59:44","slug":"o-infarto-de-goiania","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/?p=50","title":{"rendered":"O infarto de Goi\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-51\" src=\"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/images.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"225\" srcset=\"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/images.jpg 225w, http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/images-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p>O infarto, segundo a Wikip\u00e9dia, \u00e9 a consequ\u00eancia m\u00e1xima da falta de oxigena\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o ou parte dele. Sabendo que a nossa sociedade atual foi moldada pelo autom\u00f3vel, o que contribuiu para o aumento dos congestionamentos provocando a falta de oxigena\u00e7\u00e3o do nosso sistema vi\u00e1rio e por consequ\u00eancia o infarto da nossa Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>A sociedade do autom\u00f3vel provoca distor\u00e7\u00f5es no sistema de transporte. Sendo a maior distor\u00e7\u00e3o o fato de nunca haver capacidade vi\u00e1ria suficiente para acomodar o tr\u00e1fego, provocando assim, uma enorme e cont\u00ednua press\u00e3o exercida sobre o sistema vi\u00e1rio, principalmente em hor\u00e1rios de pico, refletido na baixa das velocidades m\u00e9dias de circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em estudos resentes, feitos pelo Cons\u00f3rcio RMTC, sobre as velocidades na malha vi\u00e1ria da Regi\u00e3o Metropolitana de Goi\u00e2nia, na qual foram comparados os valores da velocidade m\u00e9dia nos anos de 2008 e 2016, pode-se observar que a velocidade no pico manh\u00e3 no sentido mais carregado (bairro \u2013 centro) teve uma redu\u00e7\u00e3o na velocidade m\u00e9dia de 27%, saindo de 24 km\/h para 17,6 km\/h. No pico tarde a redu\u00e7\u00e3o foi menor, de 12%, mas a velocidade m\u00e9dia atinge um baix\u00edssimo valor de 15,6 km\/h no sentido centro-bairro. Para se ter um par\u00e2metro a velocidade dos \u00f4nibus em S\u00e3o Paulo antes da implanta\u00e7\u00e3o dos corredores era de 13,8 km\/h no pico da tarde, atualmente a m\u00e9dia \u00e9 de 20,4 km\/h .<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m apontou que a piora da velocidade entre 2008 e 2016 se espraiou para outras faixas hor\u00e1rias do pico, ou seja, o per\u00edodo de tr\u00e2nsito intenso e congestionado est\u00e1 durando mais.<\/p>\n<p>De toda a maneira, seja na m\u00e9dia, seja no menor valor, as velocidades s\u00e3o muito ruins para um transporte coletivo de qualidade. Vale dizer que, al\u00e9m do tempo no \u00f4nibus, h\u00e1 o tempo de caminhada e de espera. Quando acrescidos esses tempos, a velocidade da viagem completa por \u00f4nibus, cai pela metade, assim, a \u201cvelocidade da viagem\u201d dos passageiros de \u00f4nibus \u00e9 da ordem de 8 km\/h no pico manh\u00e3 e de 7 km\/h no pico da tarde<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a varia\u00e7\u00e3o da frota de ve\u00edculos automotivos nos munic\u00edpios conurbados com Goi\u00e2nia \u00e9 extremamente crescente, no caso dos autom\u00f3veis, em 12 anos, a frota mais que dobrou, nas motocicletas, triplicou. Considerando o per\u00edodo de 2009 a 2012, a varia\u00e7\u00e3o da frota de autom\u00f3veis foi de 26% e de motocicletas de 29%. Curiosamente, a velocidade dos \u00f4nibus, como demonstrado anteriormente, caiu 27%.<\/p>\n<p>Essa queda na velocidade m\u00e9dia dos \u00f4nibus provocou piora na qualidade do servi\u00e7o, seja pelo fato da viagem demorar mais tempo, seja por diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de viagens realizadas por \u00f4nibus (antes um \u00f4nibus em m\u00e9dia realizava 8 viagens, hoje realiza somente 6), seja por altera\u00e7\u00e3o na pontualidade dos \u00f4nibus.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para essa quest\u00e3o \u00e9 simples, como no infarto, devemos desobstruir nosso vi\u00e1rio dando condi\u00e7\u00f5es para o transporte p\u00fablico trafegar com velocidade, seja por meio dos corredores prefer\u00eancias (Av. Universit\u00e1ria), ou seja, por faixa exclusiva (Eixo Anhanguera).<\/p>\n<p>Mas como podemos defender os corredores de \u00f4nibus em rela\u00e7\u00e3o a separa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o frente ao pensamento libert\u00e1rio. Qual a liberdade que \u00e9 mais importante: a do usu\u00e1rio do \u00f4nibus? A do motorista do carro? A do comerciante que pode ficar sem estacionamento? Isso seria uma forte interven\u00e7\u00e3o do estado?<\/p>\n<p>Na minha percep\u00e7\u00e3o, e tentando n\u00e3o ser corporativista, acredito que por se tratar de uma infraestrutura compartilhada o pr\u00f3prio mercado por si s\u00f3 iria regulamentar o seu uso para otimizar a utiliza\u00e7\u00e3o. Entretanto uma d\u00favida que \u00e9 levantada por quem \u00e9 contra e o fato que o carro fica preso no engarrafamento e o corredor de \u00f4nibus est\u00e1 vazio. Mas isto \u00e9 uma quest\u00e3o de melhoria operacional do que inviabilizar o uso da infraestrutura<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O infarto, segundo a Wikip\u00e9dia, \u00e9 a consequ\u00eancia m\u00e1xima da falta de oxigena\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o ou parte dele. 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