{"id":376,"date":"2020-10-18T02:51:27","date_gmt":"2020-10-18T02:51:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.transportelibertario.com\/?p=376"},"modified":"2020-10-18T02:51:27","modified_gmt":"2020-10-18T02:51:27","slug":"eleicoes-individualismo-e-coletivismo-como-separar-o-joio-do-trigo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/?p=376","title":{"rendered":"ELEI\u00c7\u00d5ES, INDIVIDUALISMO E COLETIVISMO: COMO SEPARAR O JOIO DO TRIGO"},"content":{"rendered":"\n<p>Este texto possui a pretens\u00e3o de abordar dois pontos important\u00edssimos que os eleitores deveriam observar na hora de escolher o candidato ao executivo e principalmente ao legislativo. Aqui vale ressaltar que um legislativo corrompido e amoral destr\u00f3i todo um governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o vamos come\u00e7ar a analisar sobre os coletivistas, eles acreditam que o indiv\u00edduo n\u00e3o tem import\u00e2ncia, mas sim que ele faz parte de um determinado grupo\/coletivo dividindo assim as pessoas em: sociedade, classe, g\u00eanero, trabalhador, empres\u00e1rio, pobre, rico, homem, mulher, n\u00e3o bin\u00e1rio, branco, negro, pol\u00edcia, n\u00e3o afortunados\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Entende que apesar dos indiv\u00edduos terem sua pr\u00f3pria individualidade, o coletivo, o bem estar geral, o crescimento da na\u00e7\u00e3o, a prote\u00e7\u00e3o da sociedade, a prote\u00e7\u00e3o dos oprimidos\u2026 devem ser mais importantes que as necessidades individuais de cada pessoa que comp\u00f5e estes coletivos. \u00c9 da\u00ed que surgem, por exemplo, os conceitos de d\u00edvida hist\u00f3rica, apropria\u00e7\u00e3o cultural, opressores e oprimidos, entre tantos outros. Atualmente est\u00e1 \u00e9 uma vis\u00e3o com grande n\u00famero de adeptos aqui no Brasil sendo o fundamento que orienta o livro <strong>\u201cA Pedagogia do Oprimido\u201d<\/strong> de Paulo Freire, o patrono da educa\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>No coletivismo a disputa entra os grupos antag\u00f4nicos acaba promovendo uma vis\u00e3o distorcida em rela\u00e7\u00e3o a toler\u00e2ncia que vem do latim \u201ctolerare\u201d, significando \u201csuportar\u201d ou \u201caturar\u201d. \u00c9 a atitude de condescend\u00eancia e civilidade para com quem pensa diferente, ainda que n\u00e3o concordando.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, podemos perceber uma defini\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o distinta para \u201ctoler\u00e2ncia\u201d que atualmente percebemos como intoler\u00e2ncia contra movimentos individualistas e toler\u00e2ncia para com os coletivistas. Quanto ao escopo dessa toler\u00e2ncia e intoler\u00e2ncia\u2026 ele se estenderia para o palco das a\u00e7\u00f5es, bem como para as discuss\u00f5es e propaganda. Ao falar em toler\u00e2ncia, os coletivistas abra\u00e7am a incoer\u00eancia crassa de falar em toler\u00e2ncia negando o contradit\u00f3rio. S\u00f3 h\u00e1 toler\u00e2ncia se \u00e9 poss\u00edvel diferir. A imposi\u00e7\u00e3o atual sobre todos \u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o de serem \u201cpoliticamente corretos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No lugar do debate respeitoso, os coletivistas usam a t\u00e1tica intolerante de rotular quem discorda deles, como um \u201cfascista\u201d. H\u00e1 uma variedade de r\u00f3tulos que utilizam: nazista, sexista, machista, conservador, racista, opressor&#8230; exemplo: para quem discorda da pr\u00e1tica homossexual, tendo como base a B\u00edblia Sagrada, ainda que respeitando as pessoas, \u00e9 \u201chomof\u00f3bico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida temos a vis\u00e3o do individualismo apresentado pela autora Ayn Rand que apresentava o ego\u00edsmo como uma virtude e deixando a vis\u00e3o social\/ coletivista\/ altru\u00edsmo for\u00e7ado como verdadeiros desvios de car\u00e1ter.<\/p>\n\n\n\n<p>Miss Rand afirmava que a escolha da defesa da palavra ego\u00edsmo n\u00e3o era uma mera quest\u00e3o sem\u00e2ntica, nem um problema de escolha arbitr\u00e1ria. O significado atribu\u00eddo pelo uso popular \u00e0 palavra \u201cego\u00edsmo\u201d n\u00e3o est\u00e1, simplesmente, errado: representa uma tergiversa\u00e7\u00e3o intelectual devastadora que \u00e9 respons\u00e1vel, mais do que qualquer outro fator, pelo restrito desenvolvimento moral da humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o significado exato e a defini\u00e7\u00e3o do dicion\u00e1rio para a palavra \u201cego\u00edsmo\u201d \u00e9:&nbsp;<strong>preocupa\u00e7\u00e3o com nossos pr\u00f3prios interesses. <\/strong><strong>Esse conceito n\u00e3o inclui avalia\u00e7\u00e3o moral; n\u00e3o nos diz se a preocupa\u00e7\u00e3o com os nossos pr\u00f3prios interesses \u00e9 boa ou m\u00e1; nem nos diz o que constituem os interesses reais do homem. \u00c9 tarefa da \u00e9tica responder a tais quest\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e9tica do altru\u00edsmo criou a imagem do brutamontes, como sua resposta, a fim de fazer os homens aceitarem dois princ\u00edpios desumanos: (a) que qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com nossos pr\u00f3prios interesses \u00e9 nociva, n\u00e3o importando o que estes interesses possam representar, e (b) que as atividades do brutamontes s\u00e3o, na verdade, a favor dos nossos pr\u00f3prios interesses (que o altru\u00edsmo imp\u00f5e ao homem renunciar pelo bem de seus vizinhos).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Rand, existem dois questionamentos morais que o altru\u00edsmo\/ coletivismo re\u00fane dentro de um \u00fanico \u201cpacote\u201d: O que s\u00e3o&nbsp;valores? Quem deve ser o benefici\u00e1rio dos valores? O altru\u00edsmo substitui o primeiro pelo segundo; ele foge da tarefa de definir um c\u00f3digo de valores morais, deixando o homem, assim, na verdade, sem diretriz moral. O altru\u00edsmo declara que qualquer a\u00e7\u00e3o praticada em benef\u00edcio dos outros \u00e9 boa, e qualquer a\u00e7\u00e3o praticada em nosso pr\u00f3prio benef\u00edcio \u00e9 m\u00e1. Assim, o benefici\u00e1rio de uma a\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00fanico&nbsp;crit\u00e9rio de valor&nbsp;moral \u2014 e contanto que o benefici\u00e1rio seja qualquer um, salvo n\u00f3s mesmos, tudo passa a ser v\u00e1lido. Ou seja, eu como branco, crist\u00e3o e heterossexual tem que me sentir envergonhado e passar a me preocupar mais com as mulheres, negras, ateias e LGBT+<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, Rand afirma que dado ai fato da natureza n\u00e3o prov\u00ea o homem com uma forma autom\u00e1tica de sobreviv\u00eancia, dado que ele tem de sustentar sua vida atrav\u00e9s de seu pr\u00f3prio esfor\u00e7o, a doutrina que diz que a preocupa\u00e7\u00e3o com nossos pr\u00f3prios interesses \u00e9 nociva significa, consequentemente, que o desejo de viver do homem \u00e9 nocivo \u2014 que a vida do homem, como tal, \u00e9 nociva. Nenhuma doutrina poderia ser mais nociva do que essa. Portanto, continua Rand, para rebelar-se contra um mal t\u00e3o devastador, \u00e9 preciso rebelar-se contra sua premissa b\u00e1sica. Para redimir ambos, o homem e a moralidade, \u00e9 o conceito de \u201cego\u00edsmo\u201d que se tem de redimir.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim a \u00e9tica objetivista &nbsp;de Ayn Rand sustenta que o indiv\u00edduo deve ser sempre o benefici\u00e1rio de sua a\u00e7\u00e3o, e que o homem deve agir para seu pr\u00f3prio interesse racional. Mas seu direito de fazer tai coisa \u00e9 derivado de sua natureza como homem e da fun\u00e7\u00e3o dos valores morais na vida humana \u2014 e, por conseguinte, \u00e9 aplic\u00e1vel somente no contexto de um c\u00f3digo de princ\u00edpios morais racional, objetivamente demonstrado e validado, que defina e determine seu real interesse. N\u00e3o \u00e9 uma licen\u00e7a \u201cpara fazer o que lhe agrada\u201d, e n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0 imagem altru\u00edsta de um brutamontes \u201cego\u00edsta\u201d, nem a qualquer homem motivado por emo\u00e7\u00f5es, sentimentos, impulsos, desejos ou caprichos irracionais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Mises se esfor\u00e7a a distinguir o coletivismo do realismo conceitual ensinado pelos fil\u00f3sofos n\u00e3o \u00e9 seu m\u00e9todo de aplica\u00e7\u00e3o, mas as tend\u00eancias pol\u00edticas impl\u00edcitas.&nbsp; O coletivismo transforma a doutrina epistemol\u00f3gica em uma pretens\u00e3o \u00e9tica.&nbsp; Ele diz \u00e0s pessoas o que elas devem fazer.&nbsp; N\u00e3o existe uma ideologia coletivista uniforme, mas v\u00e1rias doutrinas coletivistas.&nbsp; Cada uma delas enaltece uma entidade coletivista diferente e exige que todas as pessoas decentes se submetam a elas.&nbsp; Cada seita idolatra seu pr\u00f3prio \u00eddolo e \u00e9 intolerante com todos os \u00eddolos rivais.&nbsp; Cada uma ordena a total subje\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo; todas s\u00e3o totalit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Mises afirma que o car\u00e1ter particularista, das v\u00e1rias doutrinas coletivistas, poderia ser facilmente ignorado, pois elas normalmente utilizam como ponto de partida a oposi\u00e7\u00e3o entre a sociedade em geral e os indiv\u00edduos.&nbsp; Nesse contraste, existe apenas um coletivo, o qual, abrange todos os indiv\u00edduos.&nbsp; N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, portanto, surgir nenhuma rivalidade entre v\u00e1rias entidades coletivas.&nbsp; Por\u00e9m, no curso detalhado da an\u00e1lise, um coletivo especial \u00e9 imperceptivelmente substitu\u00eddo pela abrangente e \u00fanica &#8216;sociedade&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, temos segundo Mises, que os homens cooperam uns com os outros.&nbsp; A totalidade das rela\u00e7\u00f5es inter-humanas criadas por tal coopera\u00e7\u00e3o chama-se sociedade.&nbsp; A sociedade n\u00e3o \u00e9 uma entidade por si mesma.&nbsp; Ela n\u00e3o tem vida pr\u00f3pria.&nbsp; A sociedade \u00e9 uma express\u00e3o da a\u00e7\u00e3o humana.&nbsp; A sociedade n\u00e3o existe ou vive fora da conduta das pessoas.&nbsp; Ela \u00e9 apenas uma orienta\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o humana.&nbsp; A sociedade n\u00e3o pensa e nem age.&nbsp; S\u00e3o os indiv\u00edduos que, ao pensarem e agirem, constituem um complexo de rela\u00e7\u00f5es e fatos que s\u00e3o chamados de rela\u00e7\u00f5es sociais e fatos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contrastar sociedade e indiv\u00edduo, e ao negar a este qualquer realidade &#8220;verdadeira&#8221;, as doutrinas coletivistas veem o indiv\u00edduo meramente como um rebelde teimoso e insubmisso.&nbsp; Este infeliz pecador tem o atrevimento de dar prefer\u00eancia aos seus interesses ego\u00edstas e insignificantes em detrimento dos sublimes interesses de toda a grande deusa sociedade.&nbsp; \u00c9 claro que o coletivista designa essa emin\u00eancia somente para o \u00eddolo social que ele considera justo e probo, e n\u00e3o para qualquer aspirante, afirma Mises.<\/p>\n\n\n\n<p>Mises afirma tamb\u00e9m que a confus\u00e3o entre os conceitos de sociedade e estado se originou com Hegel e Schelling.&nbsp; \u00c9 costumeiro diferenciar duas escolas de hegelianos: a de esquerda e a de direita.&nbsp; A distin\u00e7\u00e3o refere-se apenas \u00e0 postura desses autores em rela\u00e7\u00e3o ao Reino da Pr\u00fassia e \u00e0 Igreja Evang\u00e9lica da Pr\u00fassia.&nbsp; O credo pol\u00edtico de ambas as ideologias era essencialmente o mesmo.&nbsp; Ambas advogavam a onipot\u00eancia do governo.&nbsp; Foi um hegeliano de esquerda, Ferdinand Lassalle, quem mais claramente expressou a tese fundamental do hegelianismo: <strong>&#8220;O Estado \u00e9 Deus.&#8221;<\/strong>&nbsp;O pr\u00f3prio Hegel havia sido um pouco mais cauteloso.&nbsp; Ele declarou apenas que \u00e9 &#8220;o percurso de Deus atrav\u00e9s do mundo que constitui o Estado&#8221; e que ao lidarmos com o estado devemos contemplar &#8220;a Ideia, o pr\u00f3prio Deus presente na terra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os fil\u00f3sofos coletivistas, continua Mises, s\u00e3o incapazes de perceber que o que constitui o estado s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es dos indiv\u00edduos.&nbsp; Os legisladores, aqueles que imp\u00f5em obedi\u00eancia \u00e0 lei pela for\u00e7a das armas, e aqueles que se submetem aos ditames das leis e da pol\u00edcia constituem o estado por meio de seu comportamento.&nbsp; Apenas nesse sentido o estado pode ser considerado algo real.&nbsp; N\u00e3o existe estado fora destas a\u00e7\u00f5es individuais dos homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Como crist\u00e3o gostaria tamb\u00e9m de apresentar a ideia b\u00edblica em rela\u00e7\u00e3o ao coletivismo e ao individualismo. O ponto central deste debate \u00e9 que a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 individual, uma vez que s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es, os atos, as atitudes, o comportamento social ou pol\u00edtico de cada um, que vai lhe garantir ocupar um espa\u00e7o mais ou menos privilegiado no plano espiritual. Por mais perfeito que algu\u00e9m possa se julgar, por mais santo que seja considerado, esses requisitos s\u00f3 servir\u00e3o a ele pr\u00f3prio, n\u00e3o favorecendo a seus pr\u00f3ximos como pai, m\u00e3e, esposa, esposo, filhos, grupo, comunidade na qual ele congrega.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, cada indiv\u00edduo, cada crist\u00e3o deve se esfor\u00e7ar para, inicialmente, se auto transformar, extirpando de dentro de si o orgulho, a insensatez, a arrog\u00e2ncia, o \u00f3dio, o ressentimento e especializar-se a amar, pois \u00e9 na demonstra\u00e7\u00e3o do amor ao pr\u00f3ximo que demonstramos o nosso amor por Jesus e a Deus. Eis a\u00ed o grande desafio. Esse amor \u00e9 muito pouco exercitado at\u00e9 mesmo por \u00e0queles que dizem ter uma vida religiosa por voca\u00e7\u00e3o ou por tradi\u00e7\u00e3o. O ap\u00f3stolo Jo\u00e3o \u00e9 enf\u00e1tico ao dizer: <strong>\u201cQuem n\u00e3o ama a seu irm\u00e3o, a quem v\u00ea, n\u00e3o pode amar a Deus, a quem n\u00e3o v\u00ea.\u201d<\/strong>. O pr\u00f3prio Jesus afirmara que todos os mandamentos se restringiam a apenas dois: <strong>\u201cAmar a Deus sobre todas as coisas e ao pr\u00f3ximo como a si mesmo\u201d<\/strong>. Por tanto uma atitude individual buscando uma melhoria na rela\u00e7\u00e3o de intimidade com Espirito Santo de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Faz-se necess\u00e1rio que cada um que almeje busque a salva\u00e7\u00e3o no Nosso Senhor Jesus Cristo, primeiro se volte para dentro de si mesmo, eliminando os entraves humanos, as traves nos olhos a que Jesus tanto se reportava, se eximindo de julgar os outros porque com a mesma medida que se julgar tamb\u00e9m ser\u00e1 julgado. A regra aparentemente \u00e9 simples: <strong>cuide de sua pr\u00f3pria vida e deixa a vida dos outros<\/strong>. Melhore-se para voc\u00ea mesmo para que o outro que v\u00ea a sua mudan\u00e7a possa seguir o seu exemplo. \u00c9 o mesmo Jesus que diz que devemos ser luz. Essa mudan\u00e7a s\u00f3 \u00e9 real se for percebida pelos outros..<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nas vis\u00f5es apresentadas podemos utilizar os aspectos apresentados por Hayek para utilizar como uma importante r\u00e9gua na escolha dos candidatos no pleito eleitoral de 2020:<\/p>\n\n\n\n<p>Que promova a <strong>independ\u00eancia <\/strong>dos indiv\u00edduos \u2013 Vivemos em sociedade e isso \u00e9 bom. Compartilhamos nossa exist\u00eancia com nossos semelhantes, desfrutamos daquilo que produzimos e do que os outros produzem. Certamente n\u00e3o desfrutar\u00edamos do mesmo conforto, caso todos viv\u00eassemos como ilhas isoladas em suas pr\u00f3prias exist\u00eancias. Portanto um bom candidato \u00e9 aquele que recusa a criar rela\u00e7\u00f5es em que nossa independ\u00eancia enquanto seres humanos \u00e9 violada. N\u00e3o se trata de recusar a sujei\u00e7\u00e3o m\u00fatua e volunt\u00e1ria para fins maiores, mas de recusar arranjos sociais abusivos e unilaterais, como por exemplo a obrigatoriedade em rela\u00e7\u00e3o ao uso de m\u00e1scaras, vacinas, vestimentas&#8230;.<\/p>\n\n\n\n<p>Que promova a <strong>autoconfian\u00e7a<\/strong> das pessoas \u2013 Para empreender qualquer tarefa na vida \u00e9 preciso ter autoconfian\u00e7a. \u00c9 o oposto do medo e da inseguran\u00e7a. Portanto o candidato deve ter o interesse de promover um arcabou\u00e7o legal que n\u00e3o gere medo e desconfian\u00e7a aqueles que queiram produzir.<\/p>\n\n\n\n<p>Fortalecer a <strong>iniciativa individual<\/strong> \u2013 Fruto das ideias coletivistas que acabam criando em n\u00f3s um senso de depend\u00eancia, temos a tend\u00eancia a desprezar os pequenos come\u00e7os e, portanto, tamb\u00e9m a iniciativa individual. Ao longo dos anos fomos incutidos com a ideia de que para se atingir um objetivo grandioso \u00e9 necess\u00e1rio um esfor\u00e7o conjunto. Somos prontos em afirmar que \u201cuma andorinha n\u00e3o faz ver\u00e3o\u201d e acabamos esquecendo que os esfor\u00e7os coletivos s\u00e3o frutos em sua maioria de iniciativas individuais. Um gr\u00e3o de arroz desequilibra a balan\u00e7a e a hist\u00f3ria tem mostrado como homens e mulheres tem modificado os rumos da humanidade com iniciativas individuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Responsabilidade local<\/strong> \u2013 Na inf\u00e2ncia sempre recorrermos aos nossos pais para pedir socorro em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Essa tend\u00eancia natural e saud\u00e1vel nas crian\u00e7as acaba por tomar rumos patol\u00f3gicos na fase adulta, quando ao inv\u00e9s de tomarmos as r\u00e9deas da nossa vida para resolver problemas individuais ou comunit\u00e1rios, escolhemos delegar para o governo\/estado todo o poder e recursos para resolver os nossos problemas. Somos prontos a delegar a responsabilidade local, para os grupos\/coletivos que muitas vezes n\u00e3o conhecem a realidade na qual est\u00e1 inserido o problema e cuja atua\u00e7\u00e3o muitas vezes pode ser mais mal\u00e9fica do que ben\u00e9fica.<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivar a <strong>atividade volunt\u00e1ria<\/strong> \u2013 Fomos ensinados que ningu\u00e9m age desinteressadamente. Isso \u00e9 verdade, pois todos n\u00f3s reagimos aos incentivos, mas esquecemos do fato de que os incentivos n\u00e3o s\u00e3o apenas de ordem econ\u00f4mica. Funda\u00e7\u00f5es, Santas Casas, Asilos, Universidades e Caixas de Assist\u00eancia foram iniciadas por meio de atividades volunt\u00e1rias. Indiv\u00edduos e comunidades agem voluntariamente para solu\u00e7\u00e3o de problemas. Ser liberal envolve em grande parte acreditar, incentivar e participar de inciativas volunt\u00e1rias que visam emancipar as pessoas e dar solu\u00e7\u00f5es concretas para problemas reais, n\u00e3o precisa do estado para tomar atitude e sim facilitar que os indiv\u00edduos possam buscar solu\u00e7\u00f5es para os problemas do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o interfer\u00eancia na vida das pessoas<\/strong> \u2013 Os pol\u00edticos e governantes possuem a tend\u00eancia natural a querer interferir na vida alheia. Existe um o desejo de controlar a vida e as a\u00e7\u00f5es dos outros. Muitas vezes vemos grupos\/coletivistas incomodamos com atitudes e ideias que n\u00e3o os afetam, mas insistem em interferir em escolhas de terceiros, s\u00e3o os famosos<strong> cancelamentos<\/strong>. Um bom candidato envolve mais do que apenas proteger a liberdade, envolve tamb\u00e9m respeitar a esfera de soberania individual de cada ser humano, entendendo que todos s\u00e3o livres para agir desde que as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o firam a liberdade de outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Ter <strong>toler\u00e2ncia<\/strong> aos que s\u00e3o diferentes \u2013Ter empatia com o semelhante, n\u00e3o exige concord\u00e2ncia, mas empatia \u00e9 fundamental. \u00c9 preciso reconhecer o direito do outro de existir. Atualmente temos assistido a diversas correntes coletivistas se digladiando na esfera p\u00fablica, seja na briga pela formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas ou pelo direito de serem ouvido e assimilado pelas massas. O candidato deve segmentar as pra\u00e7as p\u00fablicas e entender que nunca nenhum grupo destruir\u00e1 o outro. Existem cosmovis\u00f5es que s\u00e3o imposs\u00edveis de serem sintetizadas e harmonizadas \u2013 n\u00e3o d\u00e1 para misturar \u2013 mas \u00e9 poss\u00edvel conviver e entender que todos sem exce\u00e7\u00e3o t\u00eam espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Respeito pelos <strong>costumes e tradi\u00e7\u00f5es<\/strong> \u2013Somos frutos do passado. Desprezar as tradi\u00e7\u00f5es implica necessariamente em correr o risco de repetir algo que j\u00e1 foi dito ou de cometer erros j\u00e1 cometidos. N\u00e3o \u00e9 preciso concordar com os costumes e tradi\u00e7\u00f5es de uma sociedade ou de um grupo, \u00e9 preciso compreend\u00ea-los, zelar por eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Desconfian\u00e7a do poder e da <strong>autoridade humana<\/strong> \u2013 Por fim, \u00e9 preciso desconfiar do poder e da autoridade. N\u00e3o significa aceitar teorias conspirat\u00f3rias, mas compreender que por detr\u00e1s de todo poder ou autoridade constitu\u00eddo est\u00e1 um ser humano fal\u00edvel, com aspira\u00e7\u00f5es pessoais, racionalidade limitada e tend\u00eancia natural a se corromper. N\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel entregar todo o planejamento e poder nas m\u00e3os de autoridades. \u00c9 preciso descentralizar e fiscalizar sempre \u2013 n\u00e3o importa a situa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o n\u00e3o seja um simples apoiador que acredita em tudo que seu candidato fez ou far\u00e1. A desconfian\u00e7a trar\u00e1 um relacionamento saud\u00e1vel. Somos todos imperfeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, se quisermos verdadeiramente promover uma mudan\u00e7a leg\u00edtima no nosso munic\u00edpio, sejamos verdadeiros com nossa vis\u00e3o, sabendo que o coletivismo pode ser tanto de direita quanto de esquerda. E que o segredo para o combate do materialismo consiste num exerc\u00edcio constante e hol\u00edstico da <strong>Verdade<\/strong>, <strong>Honestidade<\/strong> de proposito e n\u00e3o na mera redund\u00e2ncia simplista da esfera pol\u00edtica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO homem veraz corresponde \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica de homem (\u2026) Compreende a responsabilidade que todo o homem tem, como pessoa espiritual, em face da verdade, e que se traduz na necessidade de reproduzir a realidade nas suas declara\u00e7\u00f5es; compreende a solenidade inerente a qualquer afirma\u00e7\u00e3o, dado que nas suas afirma\u00e7\u00f5es o homem \u00e9 chamado a dar testemunho da verdade.\u201d (D. Von Hildebrand)<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o nestas elei\u00e7\u00f5es procurem votar em candidatos que defendam a melhoria da qualidade de vida das pessoas por meio da diminui\u00e7\u00e3o do controle estatal e considerando todos iguais sem diferencia\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, credo, op\u00e7\u00e3o sexual, etnia&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Virtude do Ego\u00edsmo,<\/strong> Ayn Rand, Publicado originalmente por Editora Ortiz S\/A \u2013 acessado em: <a href=\"https:\/\/objetivismo.com.br\/artigo\/a-virtude-do-egoismo\/\">https:\/\/objetivismo.com.br\/artigo\/a-virtude-do-egoismo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;O dogma do coletivismo,<\/strong> Ludwig von Mises, artigo extra\u00eddo do cap\u00edtulo 11 do livro Theory and History \u2013 acessado em: <a href=\"https:\/\/mises.org.br\/Article.aspx?id=867\">https:\/\/mises.org.br\/Article.aspx?id=867<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A salva\u00e7\u00e3o \u00e9 individual mas ningu\u00e9m se salva sozinho<\/strong>, Valfredo Messias dos Santos, dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/aquiacontece.com.br\/artigo\/valfredo-messias-dos-santos\/04\/12\/2011\/a-salvacao-e-individual-mas-ninguem-se-salva-sozinho\/187\">http:\/\/aquiacontece.com.br\/artigo\/valfredo-messias-dos-santos\/04\/12\/2011\/a-salvacao-e-individual-mas-ninguem-se-salva-sozinho\/187<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veganismo, Marxismo e Socialismo: Coletivismo e anticapitalismo<\/strong>, Julio Cesar Prava, dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/medium.com\/veganismo-s\/veganismo-marxismo-e-socialismo-5d5a77a16b2f\">https:\/\/medium.com\/veganismo-s\/veganismo-marxismo-e-socialismo-5d5a77a16b2f<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os perigos do coletivismo,<\/strong> Jo\u00e3o Luiz Mauad, dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.institutomillenium.org.br\/os-perigos-do-coletivismo\/\">https:\/\/www.institutomillenium.org.br\/os-perigos-do-coletivismo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Toler\u00e2ncia intolerante,<\/strong> Pastor Jess\u00e9, dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/bjd.com.br\/v2\/colunistas\/tolerancia-intolerante\/\">http:\/\/bjd.com.br\/v2\/colunistas\/tolerancia-intolerante\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Opini\u00e3o: Os perigos do coletivismo de direita,<\/strong> Leonardo Leite, dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/falauniversidades.com.br\/opiniao-os-perigos-do-coletivismo-de-direita\/\">https:\/\/falauniversidades.com.br\/opiniao-os-perigos-do-coletivismo-de-direita\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este texto possui a pretens\u00e3o de abordar dois pontos important\u00edssimos que os eleitores deveriam observar na hora de escolher o candidato ao executivo e principalmente ao legislativo. Aqui vale ressaltar que um legislativo corrompido e amoral destr\u00f3i todo um governo. Ent\u00e3o vamos come\u00e7ar a analisar sobre os coletivistas, eles acreditam que o indiv\u00edduo n\u00e3o tem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":223,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[114,45,12],"tags":[117,116,73,115,4],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/376"}],"collection":[{"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=376"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/376\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":377,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/376\/revisions\/377"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/223"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}