{"id":178,"date":"2017-09-04T15:45:49","date_gmt":"2017-09-04T15:45:49","guid":{"rendered":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/?p=178"},"modified":"2017-09-04T15:45:49","modified_gmt":"2017-09-04T15:45:49","slug":"a-verdadeira-mais-valia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/?p=178","title":{"rendered":"A verdadeira Mais \u2013 Valia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-159\" src=\"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MD7322-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MD7322-300x300.jpg 300w, http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MD7322-150x150.jpg 150w, http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/MD7322.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>O c\u00e9lebre conceito de mais-valia \u00e9 um dos pilares centrais do pensamento marxista na qual trata a organiza\u00e7\u00e3o social pelo prisma do denominado \u201cmaterialismo hist\u00f3rico\u201d. Desta forma a concep\u00e7\u00e3o de \u201ctrabalho\u201d \u00e9 entendido como o processo pelo qual o ser humano utiliza-se de sua for\u00e7a para controlar e modificar a natureza, apropriando-se de seus recursos para produzir meios de satisfazer suas necessidades. Ao produto desse trabalho se refere como \u201cvalor de uso\u201d. Isso quer dizer que o valor de uso de qualquer mercadoria \u00e9 determinado pela quantidade de trabalho utilizada em sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto o conceito de mais-valia insere-se na rela\u00e7\u00e3o entre o custo de produ\u00e7\u00e3o da mercadoria, valor de uso, valor de troca e o valor do trabalho aplicado na produ\u00e7\u00e3o. Na qual para o capitalista (dono dos meios de produ\u00e7\u00e3o) possa obter lucro, o trabalhador \u00e9 obrigado pelo seu contrato de trabalho a receber menos por m\u00eas do que a riqueza que ele gera. Essa produ\u00e7\u00e3o que excede o necess\u00e1rio para o pagamento de seu sal\u00e1rio \u00e9 recolhida pelo capitalista, tornando-se o que Marx denominou de mais-valia.<\/p>\n<p>Portanto a teoria da mais-valia \u201cdemonstraria\u201d os conflitos entre classes. O chamado \u201cmaterialismo hist\u00f3rico\u201d pauta-se na rela\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o entre trabalhador e capitalista, sendo a mais-valia vista, segundo Marx, como o principal fator respons\u00e1vel pela desigualdade em sociedades capitalistas.<\/p>\n<p><strong>Falhas conceituais no pensamento marxista em rela\u00e7\u00e3o da mais-valia <\/strong><\/p>\n<p>A falha primordial da teoria de Marx \u00e9 que ele n\u00e3o compreende o fen\u00f4meno da prefer\u00eancia temporal como uma categoria universal da a\u00e7\u00e3o humana. Uma vez que os capitalistas, ao adiantarem seu capital e sua poupan\u00e7a para todos os seus fatores de produ\u00e7\u00e3o (pagando os sal\u00e1rios da m\u00e3o-de-obra e comprando maquin\u00e1rio), esperam ser remunerados pelo tempo de espera e pelo risco que assumem.\u00a0 Por outro lado, os trabalhadores, ao receberem seu sal\u00e1rio no presente, est\u00e3o trocando a incerteza do futuro pelo conforto da certeza do presente.<\/p>\n<p>Portanto o fato do trabalhador n\u00e3o receber o &#8220;valor total&#8221; da produ\u00e7\u00e3o futura n\u00e3o tem nada a ver com explora\u00e7\u00e3o; simplesmente reflete o fato de que \u00e9 imposs\u00edvel o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto devido aos riscos inerentes da produ\u00e7\u00e3o e transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o capitalista\/trabalhador, n\u00e3o \u00e9 de explora\u00e7\u00e3o, \u00e9 apenas uma rela\u00e7\u00e3o de troca entre as economias do capitalista e a for\u00e7a motriz dos trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>Se a teoria de Marx foi refutada, qual seria a verdadeira mais-valia?<\/strong><\/p>\n<p>A verdadeira mais-valia \u00e9 o pagamento de impostos no qual o Estado se apropria das riquezas sem ter nenhuma contrapartida, mas primeiramente vamos fazer uma reflex\u00e3o, com base no texto Adolfo Sachsida.<\/p>\n<p>Numa sociedade existem dois tipos de trocas: as volunt\u00e1rias e as n\u00e3o-volunt\u00e1rias. Trocas volunt\u00e1rias s\u00e3o aquelas que os indiv\u00edduos aceitam livremente, tais trocas ocorrem por serem mutuamente vantajosas para todos os envolvidos e nenhum tipo de coa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria. Toda vez que voc\u00ea compra um sorvete, faz compras num supermercado, ou vai a um cinema, trocas volunt\u00e1rias est\u00e3o envolvidas. Por outro lado, trocas n\u00e3o-volunt\u00e1rias s\u00e3o aquelas onde algum tipo de coa\u00e7\u00e3o, ou sua amea\u00e7a, s\u00e3o necess\u00e1rias para a efetiva\u00e7\u00e3o da troca.<\/p>\n<p>De maneira geral, existem dois grandes exemplos de trocas n\u00e3o-volunt\u00e1rias: as impostas pelo governo e as impostas por outros agentes privados. O roubo \u00e9 o exemplo mais \u00f3bvio de uma troca n\u00e3o-volunt\u00e1ria imposta por um particular a outro. Aqui n\u00e3o restam d\u00favidas, quando um particular obriga outro a algo mediante uso ou amea\u00e7a de for\u00e7a f\u00edsica isso \u00e9 certamente ilegal e imoral. Isso decorre do fato de que voc\u00ea \u00e9 privado de um bem que \u00e9 seu \u00fanica e exclusivamente para manter outro bem que tamb\u00e9m \u00e9 seu. Por exemplo, quando um bandido rouba a carteira de sua v\u00edtima ele est\u00e1 pegando a carteira da v\u00edtima e em troca mant\u00e9m a v\u00edtima viva. Isto \u00e9, ele poupa a vida da v\u00edtima (que j\u00e1 era dela) em troca de levar embora a carteira da v\u00edtima (que tamb\u00e9m era dela).<\/p>\n<p>Portanto podemos usar o conceito de mais-valia na rela\u00e7\u00e3o entre as riquezas criadas pelo mercado e os recursos arrecadados pelo Estado via impostos. Com isso, fica ressaltada a verdadeira luta de classes: de um lado os individuas que tentam produzir e gerar riquezas e do outro o Estado que fica com boa parte desta riqueza e ainda atrapalha o desenvolvimento dos individuas com base na regula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E \u00e9 por isso que o Estado abra\u00e7a com carinho as ideias da mais-valia proposto por Marx, pois ele passa a se colocar como um guardi\u00e3o dos mais fracos (consumidor, trabalhador, meio ambiente, minorias&#8230;) o que justifica o seu pr\u00f3prio processo de mais-valia<\/p>\n<p>Mas vale ressaltar o pensamento de Ayn Rand que apresenta o fato que o Estado pode at\u00e9 mandar, mas de nada adianta se o homem se recusa a pensar, a entregar o fruto de seus pensamentos. Pois o regulador pode amea\u00e7ar, mas se n\u00e3o lhe entregar como algo \u00e9 feito, e se pararmos de gerar as riquezas, os burocratas que s\u00f3 sabem criar regras, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de roubar o que est\u00e1 nas nossas mentes. E essa \u00e9 a grande li\u00e7\u00e3o do pensamento de Ayn Rand.<\/p>\n<p>Pensar \u00e9 um ato subversivo e que depende da livre vontade, pois o Estado e toda a sua m\u00e1quina de repreens\u00e3o podem mandar, mas n\u00e3o podem criar, afinal eles n\u00e3o sabem o que ou como fazer, sendo assim nada surgir\u00e1. Ent\u00e3o, \u00e9 no campo das ideias onde se concentra a principal batalha e tamb\u00e9m o lugar no qual a mais-valia do Estado ser\u00e1 aniquilada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p>Conceito de mais-valia: <a href=\"http:\/\/brasilescola.uol.com.br\/sociologia\/conceito-mais-valia.htm\">http:\/\/brasilescola.uol.com.br\/sociologia\/conceito-mais-valia.htm<\/a><\/p>\n<p>A teoria marxista da explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o faz nenhum sentido: <a href=\"http:\/\/www.mises.org.br\/Article.aspx?id=1856\">http:\/\/www.mises.org.br\/Article.aspx?id=1856<\/a><\/p>\n<p>Fal\u00e1cias marxistas: a teoria da mais valia e a explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora <a href=\"https:\/\/www.institutoliberal.org.br\/blog\/falacias-marxistas-a-teoria-da-mais-valia-e-a-exploracao-da-classe-trabalhadora\/\">https:\/\/www.institutoliberal.org.br\/blog\/falacias-marxistas-a-teoria-da-mais-valia-e-a-exploracao-da-classe-trabalhadora\/<\/a><\/p>\n<p>Ser\u00e1 que imposto \u00e9 roubo? <a href=\"https:\/\/www.institutoliberal.org.br\/blog\/politica\/sera-que-imposto-e-roubo\/\">https:\/\/www.institutoliberal.org.br\/blog\/politica\/sera-que-imposto-e-roubo\/<\/a><\/p>\n<p>Imposto \u00e9 roubo, estado \u00e9 quadrilha, e outras considera\u00e7\u00f5es: <a href=\"http:\/\/www.mises.org.br\/BlogPost.aspx?id=1748\">http:\/\/www.mises.org.br\/BlogPost.aspx?id=1748<\/a><\/p>\n<p>Imposto pago n\u00e3o \u00e9 dinheiro roubado: <a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/impostos-pago-nao-e-dinheiro-roubado\">https:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/impostos-pago-nao-e-dinheiro-roubado<\/a><\/p>\n<p>Por que imposto n\u00e3o \u00e9 roubo: <a href=\"http:\/\/mercadopopular.org\/2017\/08\/imposto-nao-e-roubo\/\">http:\/\/mercadopopular.org\/2017\/08\/imposto-nao-e-roubo\/<\/a><\/p>\n<p>O que podemos aprender do empreendedorismo?\u00a0 <a href=\"http:\/\/objetivismo.com.br\/artigo\/o-que-podemos-aprender-do-empreendedorismo\">http:\/\/objetivismo.com.br\/artigo\/o-que-podemos-aprender-do-empreendedorismo<\/a><\/p>\n<p>Revolta de Atlas \u2013 Ayn Rand<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e9lebre conceito de mais-valia \u00e9 um dos pilares centrais do pensamento marxista na qual trata a organiza\u00e7\u00e3o social pelo prisma do denominado \u201cmaterialismo hist\u00f3rico\u201d. Desta forma a concep\u00e7\u00e3o de \u201ctrabalho\u201d \u00e9 entendido como o processo pelo qual o ser humano utiliza-se de sua for\u00e7a para controlar e modificar a natureza, apropriando-se de seus recursos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12],"tags":[44,42,43],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/178"}],"collection":[{"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=178"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/178\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":179,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/178\/revisions\/179"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=178"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=178"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mpricinote.blog-dominiotemporario.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=178"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}